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Comprada Pelo Meu Ex Bilionário romance Capítulo 86

“Ettore Bianchi”

“Precisamos conversar. Consegui um nome.”

Foi a mensagem que recebi de Max às 00h42. Sem contexto. Sem pistas. Só isso.

Consegui um nome.

Como se estivesse passando uma senha para um informante. Ou jogando uma isca.

Talvez tenha a ver com Giulia. Com o jantar. Ou talvez seja completamente irrelevante.

Com Max, nunca se sabe.

Entro na minha sala, jogo o paletó na poltrona e me afundo na cadeira. Mal ligo o computador, Max invade a sala como um furacão.

— Finalmente! — exclama, fechando a porta e verificando se está trancada. — Precisamos conversar.

— Fala logo, porra — digo, impaciente.

— Consegui uma informação — responde, se jogando na cadeira à minha frente com uma expressão que raramente vejo nele. — Sobre o que aconteceu há três anos.

Meu corpo inteiro se enrijece. A caneta escapa da minha mão e cai na mesa com um clique seco.

— Como?

— Giulia — diz, passando a mão pelos cabelos, inquieto. — No jantar de ontem à noite.

— E ela simplesmente… te contou?

— Óbvio que não — Max hesita, visivelmente culpado. — Eu… manipulei a situação. Fingi que tivemos uma reunião com um cara e joguei um nome falso. Ela me corrigiu automaticamente.

— Max, ela vai…

— O nome é Riccardo Martinelli — me interrompe, se inclinando para frente. — E, pela reação dela, quando percebeu o que disse… tem algo muito estranho nessa história. Mais do que imaginamos.

Riccardo Martinelli.

Repito o nome mentalmente. Nunca ouvi. Nada acende na minha memória.

— Nunca ouvi falar desse desgraçado — murmuro, esfregando as têmporas.

— O que você quer que eu faça agora? — Max pergunta, já se levantando.

— Investigue, claro — digo sem hesitar. — Quero tudo sobre esse homem. Tudo.

Max assente e sai, me deixando a sós com o nome que agora martela na minha cabeça como uma maldição.

As horas passam lentas, arrastadas, como se o tempo estivesse conspirando contra minha sanidade.

E quanto mais o silêncio da tarde se instala, mais minha mente repete aquele nome.

Riccardo Martinelli.

Como um eco irritante que se recusa a morrer.

Finalmente, às cinco da tarde, Max entra com uma pasta nas mãos e um olhar quase orgulhoso.

— E então? — pergunto antes mesmo que ele se sente, já me levantando da cadeira.

— Riccardo Martinelli. Trinta e dois anos. Nascido em Roma — começa, abrindo a pasta e lendo suas anotações. — Consultor de investimentos. Trabalha com empresas de médio porte. Até aqui, nada de mais. Mas…

Ele pausa, me encara direto nos olhos.

— Aqui vem a parte interessante: ele passou apenas dois meses em Milão. Assinou contrato de aluguel de um apartamento e encerrou logo depois que você foi para Londres. Voltou para Roma e nunca mais pisou aqui.

— Dois meses? — repito, tentando processar. — Só isso?

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