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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 2

Duas horas.

Foi esse o tempo que levou para eu me arrepender oficialmente de ter aceitado aquele emprego.

E, honestamente, uma hora e meia eu passei sentada na frente da mesa do senhor Novak, ouvindo-o listar as regras da casa.

Depois de uns trinta minutos, meu cérebro começou a traduzir tudo como "horário das crianças, blá blá blá, pouco açúcar, blá blá blá, rotina, responsabilidade, blá blá blá, não morra, não deixe ninguém morrer"... enquanto uma parte completamente imbecil de mim só pensava em como era injusto alguém ser tão bonito e tão irritante ao mesmo tempo.

Sério. Como é possível que o homem ficasse ainda mais atraente quando estava sendo absolutamente insuportável?

— Você entendeu tudo, Mareu?

Pisquei, voltando à realidade.

— Sim! Claro. Tudo.

Mentira. Eu tinha entendido "bebê" e "não morrer". O resto era névoa.

Ele me olhou por um longo momento, como se tentasse decidir se eu era incompetente ou apenas distraída. Provavelmente optando por ambos.

— Ótimo — disse, com aquela voz grave que não ajudava em nada minha concentração. — Enquanto minha filha está na escola, você fica com o William. Se tiver qualquer dúvida, fale com a governanta. Não comigo.

E então ele simplesmente saiu, me deixando ali sozinha no escritório enorme, com a sensação crescente de que eu tinha acabado de assinar meu próprio atestado de incompetência.

Segui de volta pelo corredor em direção ao quarto do bebê. Quando abri a porta, a governanta praticamente correu na minha direção.

— Graças a Deus você chegou! — disse. — Preciso resolver umas coisas lá embaixo.

E saiu antes que eu pudesse responder.

A primeira coisa que ouvi foi o choro.

Não um choro comum. Era um choro operístico. O tipo de choro que poderia facilmente ganhar uma audição para a Scala de Milão.

Calma, Mareu. Você conseguiu ontem. É só repetir o truque.

Me aproximei do berço, respirei fundo, e comecei a cantar a música do dorama.

O bebê me olhou.

E continuou chorando.

Cantei mais alto.

Ele chorou mais alto também.

Ótimo. Aparentemente meu superpoder tinha prazo de validade.

Peguei meu celular com as mãos trêmulas e digitei no G****e: "Por que bebês choram?"

A lista apareceu na tela:

Fome

Sono

Fralda suja

Cólica

Quer atenção

Comecei a riscar mentalmente as opções.

Chequei fome. A mamadeira vazia deixada pela governanta na mesinha indicava que ela já tinha cuidado disso.

Chequei sono. Peguei ele no colo, balancei, fiz sons ridículos. Nada.

— Fralda suja — murmurei, lendo a terceira opção.

Olhei para ele. Ele olhou para mim.

— Merda!

Levantei o bebê e o cheirei com elegância zero.

— Hum. Número três. Certamente número três.

E agora, G****e, o que eu faço?

Abri o YouTube e digitei: "como trocar fralda de bebê".

O primeiro vídeo tinha uma moça sorridente que trocava a fralda em menos de um minuto, enquanto a bebê dela ficava ali tranquila, quase colaborando.

Ótimo. Eu só precisava ser uma moça sorridente e competente em menos de um minuto também. Fácil.

Capítulo 2 1

Capítulo 2 2

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