Se Laís não fosse minha filha, então meu filho realmente já não estaria mais neste mundo.
Se eu pudesse trocar minha vida pela dele, acho que faria isso sem hesitar.
De repente, um som familiar ecoou em meus ouvidos, tão inesperado que achei que estivesse imaginando coisas.
— Débora!
Eu me virei, incrédula. Augusto estava ali, não muito longe.
Com o chão coberto de escombros e poeira por toda parte, até os sapatos de couro impecáveis que ele sempre usava estavam completamente encardidos.
Por um breve momento, senti como se tivesse voltado ao tempo da universidade, quando ele costumava gritar meu nome e acenar para mim na quadra de esportes.
Mas ele não estava nas Maldivas?
Apoiei-me nas mãos para me levantar, sentindo a dormência nos joelhos.
Augusto se aproximou rapidamente, parando bem à minha frente. Os traços refinados de seu rosto pareciam cobertos por uma camada de gelo, como se ele estivesse lutando para conter a raiva.
Ele abriu a boca, tentando se controlar, mas ainda assim sua voz saiu carregada de irritação:
— Quem te deu permissão para vir aqui?
Eu mantive a calma e respondi:
— É o meu trabalho.
Augusto cerrou os dentes e disse, com um tom quase mordaz:
— Eu acho que você veio aqui para morrer!
Puxei-o pelo braço e caminhei alguns passos à frente, apontando para a vasta área de escombros e para os voluntários que iam e vinham.
— Está vendo isso? Se não fosse por essas pessoas que vieram “morrer”, aqueles que estão presos sob os destroços não teriam nenhuma chance de sobreviver.
Augusto apertou os lábios, olhando para mim com um olhar profundo, quase investigativo. Ele ficou em silêncio por longos segundos.
Nesse instante, alguém por perto gritou:
— O sinal voltou!
Eu me sentei imediatamente no chão e comecei a enviar para a intranet da empresa todas as fotos e vídeos que havia registrado até agora.
Para minha surpresa, Augusto, que sempre foi obcecado por limpeza, não demonstrou nenhum incômodo em relação à sujeira do chão. Ele simplesmente se sentou ao meu lado.
Enquanto ele me observava mexer freneticamente no touchpad do notebook, comentou com um tom frio:
Mas, para minha surpresa, ele ficou. Não importava para onde eu fosse, ele me seguia, mantendo uma distância curta, mas constante.
Logo, um grande caminhão de doações chegou. Augusto foi até os voluntários e pegou duas porções de jantar. Ele voltou e me entregou uma delas: pão e uma garrafa de água. Era uma refeição simples, mas, para alguém que não comia há horas, era mais do que suficiente.
Ele sentou-se ao meu lado novamente, comendo de forma incrivelmente elegante, mesmo naquele cenário caótico.
Eu não consegui evitar e comentei, com um tom um pouco provocador:
— Você não devia ter vindo. Só está desperdiçando comida.
Augusto me lançou um olhar sério, com a expressão escurecendo.
— Então, pelo que você está dizendo, eu valho menos que um jantar?
Revirei os olhos para ele e continuei comendo. Assim que terminei, voltei ao trabalho.
Eu comecei a seguir uma equipe médica que corria com uma maca. Augusto, como sempre, me acompanhava, com suas passadas longas e firmes, mantendo-se alguns passos atrás de mim.
Se nosso casamento não estivesse à beira do fim, aquela proteção silenciosa poderia até parecer romântica.
Mas agora, tudo o que ele fazia não despertava mais nada em mim. Nenhuma emoção. Nenhuma faísca.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Deu bug de novo não atualizou CAP hoje :(...
Estou no 329 e parece que a autora fez a nossa protagonista esquecer que Augusto causou o aborto do segundo filho dela....
Cadê o final.da historia...
A sinopse do livro diz que Débora consegue o divórcio, desaparece e só volta a aparecer no casamento com Thiago! Nesse desaparecimento é que Augusto enlouquece procurando por ela, só que eu já tô no capítulo 434, já acho Augusto louco fugido de clinica psiquiatrica, ela não conseguiu o divórcio, já se intrigou com Thiago, não fugiu, não triunfou, tô ficando preocupada de chegar no capítulo 900 e ainda continuar lendo a mesma coisa: Débora, Rafa e Laís sendo pisoteada e o livro ser constantemente sobre coisas ruins. (Não que esteja muito longe da realidade)...
Gente essa Débora é uma tonta né? Pelo amor de Deus, não sabe se cuidar, parece uma toupeira. E esse livro não acaba nunca, esses autores ficam enrolando só pra ter que ficar pagando capítulos nos aplicativos, só pode....
O que aconteceu com a plataforma, nao atualizou mais...
Essa plataforma está com erro só pode, já tem até o CAP 916 e aqui nada de atualizações...
Na Buenovelas ja esta 904...
Cade o restante,parou em 900 nao atualizou mais....
Ta igual livro da Débora que simplesmente parou... falta de respeito com o consumidor...