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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 309

Se Laís não fosse minha filha, então meu filho realmente já não estaria mais neste mundo.

Se eu pudesse trocar minha vida pela dele, acho que faria isso sem hesitar.

De repente, um som familiar ecoou em meus ouvidos, tão inesperado que achei que estivesse imaginando coisas.

— Débora!

Eu me virei, incrédula. Augusto estava ali, não muito longe.

Com o chão coberto de escombros e poeira por toda parte, até os sapatos de couro impecáveis que ele sempre usava estavam completamente encardidos.

Por um breve momento, senti como se tivesse voltado ao tempo da universidade, quando ele costumava gritar meu nome e acenar para mim na quadra de esportes.

Mas ele não estava nas Maldivas?

Apoiei-me nas mãos para me levantar, sentindo a dormência nos joelhos.

Augusto se aproximou rapidamente, parando bem à minha frente. Os traços refinados de seu rosto pareciam cobertos por uma camada de gelo, como se ele estivesse lutando para conter a raiva.

Ele abriu a boca, tentando se controlar, mas ainda assim sua voz saiu carregada de irritação:

— Quem te deu permissão para vir aqui?

Eu mantive a calma e respondi:

— É o meu trabalho.

Augusto cerrou os dentes e disse, com um tom quase mordaz:

— Eu acho que você veio aqui para morrer!

Puxei-o pelo braço e caminhei alguns passos à frente, apontando para a vasta área de escombros e para os voluntários que iam e vinham.

— Está vendo isso? Se não fosse por essas pessoas que vieram “morrer”, aqueles que estão presos sob os destroços não teriam nenhuma chance de sobreviver.

Augusto apertou os lábios, olhando para mim com um olhar profundo, quase investigativo. Ele ficou em silêncio por longos segundos.

Nesse instante, alguém por perto gritou:

— O sinal voltou!

Eu me sentei imediatamente no chão e comecei a enviar para a intranet da empresa todas as fotos e vídeos que havia registrado até agora.

Para minha surpresa, Augusto, que sempre foi obcecado por limpeza, não demonstrou nenhum incômodo em relação à sujeira do chão. Ele simplesmente se sentou ao meu lado.

Enquanto ele me observava mexer freneticamente no touchpad do notebook, comentou com um tom frio:

Mas, para minha surpresa, ele ficou. Não importava para onde eu fosse, ele me seguia, mantendo uma distância curta, mas constante.

Logo, um grande caminhão de doações chegou. Augusto foi até os voluntários e pegou duas porções de jantar. Ele voltou e me entregou uma delas: pão e uma garrafa de água. Era uma refeição simples, mas, para alguém que não comia há horas, era mais do que suficiente.

Ele sentou-se ao meu lado novamente, comendo de forma incrivelmente elegante, mesmo naquele cenário caótico.

Eu não consegui evitar e comentei, com um tom um pouco provocador:

— Você não devia ter vindo. Só está desperdiçando comida.

Augusto me lançou um olhar sério, com a expressão escurecendo.

— Então, pelo que você está dizendo, eu valho menos que um jantar?

Revirei os olhos para ele e continuei comendo. Assim que terminei, voltei ao trabalho.

Eu comecei a seguir uma equipe médica que corria com uma maca. Augusto, como sempre, me acompanhava, com suas passadas longas e firmes, mantendo-se alguns passos atrás de mim.

Se nosso casamento não estivesse à beira do fim, aquela proteção silenciosa poderia até parecer romântica.

Mas agora, tudo o que ele fazia não despertava mais nada em mim. Nenhuma emoção. Nenhuma faísca.

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