Entrar Via

Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 42

Já fazia muito, muito tempo que ele não me abraçava com tanta delicadeza.

O peito dele continuava tão forte e largo quanto antes. Através do tecido fino da camisa, eu podia sentir claramente as batidas firmes do seu coração. Mas aquele calor de outros tempos já não existia mais.

E eu também não sentia mais meu coração disparar como antes.

...

Passei a noite inteira dormindo nos braços de Augusto. Quando acordei, ele ainda me abraçava por trás.

Eu ainda estava meio sonolenta quando ouvi batidas na porta.

— Papai, você está aí? Vou entrar, tá bom?

Augusto ouviu a voz de Laís e despertou num sobressalto.

No segundo seguinte, Laís abriu a porta e entrou no quarto.

Ele rapidamente puxou o cobertor e o jogou sobre a minha cabeça, me cobrindo por completo. Eu quase fiquei sem ar.

Debaixo do cobertor, curvei os lábios num sorriso amargo. Agora, parecia que eu era uma amante flagrada pela esposa legítima, quando, na verdade, era eu quem tinha o título de esposa legal de Augusto.

A voz de Augusto, além de carregar a preguiça típica das manhãs, tinha um tom visivelmente irritado:

— Por que você trouxe a Laís até aqui?

Mônica sorriu levemente e respondeu:

— Laís não conseguiu te ver ontem à noite. Hoje, ela se recusou a ir para a escolinha e disse que só iria se pudesse te ver primeiro.

Enquanto ela falava, Laís já tinha corrido para o lado da cama e parecia prestes a subir nela.

Augusto me apertou ainda mais debaixo do cobertor, como se temesse que sua filha, a preciosidade dele, descobrisse a minha presença.

Ele usou como desculpa os germes que poderiam estar na cama do hospital e pediu que Mônica pegasse Laís no colo, evitando que ela se aproximasse. Augusto parecia apavorado com a ideia de destruir a ilusão que sua filha tinha de que seus pais viviam em perfeita harmonia.

A voz inocente de Laís perguntou:

— Papai, você está doente? Por que está no hospital?

Augusto respondeu com suavidade:

— Laís, eu só peguei um resfriado. Fiquei com medo de passar para você. Assim que eu melhorar, volto para casa, tá bom?

Ela insistiu, com uma carinha de quem não desistiria tão fácil:

Eu continuei olhando para o teto, sem expressão. Já tinha me acostumado a ser deixada de lado, e meu coração já não se agitava mais com isso.

A voz de Augusto soou com um tom raro de desculpas:

— Descanse bem. Eu volto depois da atividade na escolinha.

— Tá bom.

Respondi com calma. Então, ouvi o som da água correndo no chuveiro, o ruído das roupas sendo vestidas e, por fim, o som da porta sendo fechada.

Logo depois que ele foi embora, meu celular tocou. Era Eduarda.

— Débora, como você está? Ontem você pediu licença sem explicar direito. O que aconteceu? Seu pé está muito machucado? Vai atrapalhar no trabalho?

Ela disparou uma série de perguntas, mas no fundo o que ela queria mesmo saber era se eu conseguiria entregar o trabalho.

Afinal, o material da entrevista no Grupo Moretti estava todo comigo. E, como a matéria era algo que estava se desenvolvendo em tempo real, a relevância da notícia dependia da velocidade com que fosse publicada.

Expliquei que tinha feito uma cirurgia e tranquilizei-a:

— Vou terminar o trabalho a tempo. Antes do meio-dia, envio a matéria para o seu e-mail.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle