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Divorciada No Dia Do Meu Casamento romance Capítulo 108

Nina ficou em choque.

Ela vacilou sem ter ideia do que pensar. O que Francisco Fontes estaria fazendo ali?

Ele viera atrás dela?

— Diretor Fontes, precisa de alguma coisa?

Não era presunção achar que ele viera vê-la, mas sim o fato de jamais imaginar que um homem do porte dele cogitasse mudar-se para um local como aquele.

Francisco empurrou a armação preta dos óculos na ponte do nariz.

— E quem disse que vim atrás de você?

— Então o que...

— Eu moro aqui.

A mente de Nina parou por um instante e logo resgatou a memória de trombar com o Sr. Chagas na tarde anterior.

Ou seja, o motorista não vivia lá, mas estava de fato auxiliando com a mudança do Francisco?

Ainda intrigada, sua mente formava nós impossíveis de desfazer.

— Por que raios você veio morar aqui? A vida em uma mansão era tão dura assim?

As portas abriram-se e o homem as ultrapassou a passos largos com Nina logo atrás.

— Você não faz perguntas demais? — questionou o homem com um sorriso cínico.

Repreendendo-se por falar à toa, Nina deu um riso amargo.

— Realmente, eu falo muito.

E com isso, ela cobriu o rosto com a máscara e desviou os olhos para o celular num silêncio reprovador.

Francisco respondeu com um sorriso congelante.

Com ele, ela descarregava toda a fúria.

Onde estava toda essa coragem contra o Gustavo?

Já tinha chifres brotando da cabeça e não pedia divórcio... que mulher sem brio!

Num lugar exíguo feito aquele elevador, a bufada dele a fez virar o rosto.

O que ele estava rindo ali?

Nesse exato instante, o celular surgiu bem na sua frente.

Sua voz soou densa, adentrando nos ouvidos de Nina em conjunto com as letras na tela do celular:

— Li isso na internet e estou te mostrando. O marido da mulher cometeu adultério por anos a fio, ostentando a amante na rua. A mulher imaginou que a paciência traria o arrependimento do marido. Quem diria... tsc, quem diria...

— O que aconteceu? — Indagou Nina, olhando-o curiosa. Seus grandes olhos brancos e negros mergulhavam na narrativa de forma curiosa.

Francisco cerrou as mandíbulas antes de replicar:

— No fim o homem não só sumiu como levou os filhos junto.

— Ah.

Francisco a fitou com a mão nos bolsos.

— Consegue imaginar a dor dela?

— Hã? — Nina piscou, confusa. — Mas eu não tenho filhos.

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