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Divorciada No Dia Do Meu Casamento romance Capítulo 107

Ah, então era isso.

O Sr. Chagas coçou a cabeça.

— Srta. Almeida, a senhora se mudou para cá? Que coincidência. Mora no 801?

Nina confirmou com a cabeça.

— Sim, eu moro no 801. O senhor mora no 802?

Exibindo um sorriso enigmático, o Sr. Chagas entrou no elevador e acenou.

Quando as portas do elevador se fecharam, Nina pegou a chave e rumou para o seu apartamento.

Pensando no sorriso daquele senhorzinho, uma pontada de estranheza a fez franzir as sobrancelhas.

Era estranho.

Mas o quê exatamente era tão estranho, ela não saberia dizer.

Entrando em casa, tirou os sapatos na entrada e seguiu para a cozinha.

Ao abrir a geladeira à procura de ingredientes, percebeu que o café da manhã tinha sumido.

Pelo jeito, Francisco havia devorado tudo.

Ao fechar a porta e virar para lavar os legumes, encontrou um bilhete sobre o balcão.

"O pão estava seco e duro. É péssimo, mude de marca na próxima."

Nina riu, indignada. Estava ruim, mas comeu até a última migalha. Ele era um porco?

Amassou o bilhete e o jogou na lixeira, atirando Francisco no lixo de sua mente junto.

Naquela noite, depois do expediente, Francisco seguiu direto para o apartamento.

O elevador era um cubículo velho e decrépito, e ele acabou prensado por uma senhora num canto. A viagem foi acompanhada de rangidos, mas assim que a porta se abriu e ele captou os passos vindos do 801, um sorriso apareceu.

A seguir, girou nos calcanhares e caminhou na direção oposta.

Após o banho, abriu o computador, como de praxe, para seguir trabalhando. Logo percebeu que havia chegado um e-mail de Abel Campos.

"Diretor Fontes, aqui estão as informações detalhadas sobre a Srta. Almeida nos últimos dez anos, bem como o seu estado civil em anexo."

O anexo era extenso e Francisco foi rolando a página com os dedos compridos, deslizando lentamente o mouse.

Era o passado de Nina, o passado do qual não fez parte, sua maior tristeza.

Por isso não sentiu pressa, lendo cada detalhe meticulosamente, como se com isso fosse capaz de compensar aqueles dez anos de ausência.

Ao ver que a mãe de Nina morrera num acidente de carro e que o pai levara a indenização para a cidade apenas para se casar com outra mulher logo em seguida, o peito de Francisco se apertou.

A pequena Nina deve ter sofrido além da conta.

Continuando a leitura, ele cerrou os punhos ao deparar-se com relatos de que Nina, mesmo nova, já fazia o trabalho doméstico e criava o irmão, além de ser repreendida em público pela madrasta.

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