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Divorciada No Dia Do Meu Casamento romance Capítulo 149

No quarto do hospital, ao ver Gustavo empurrar a porta e entrar, os olhos de Verônica se iluminaram.

Ela sabia que, no coração de Gustavo, ela e Léo eram as pessoas mais importantes.

Na cama de hospital, o rosto de Léo estava pálido; ele estava de olhos fechados, respirando calmamente. Gustavo se inclinou, tocou a testa do garoto e perguntou em voz baixa para Verônica: — Já passou o perigo?

— Sim, o médico disse que ele está fora de risco de vida, mas ainda precisa ficar em observação.

Gustavo se endireitou. O casaco preto destacava sua postura impecável e reta.

O olhar de Verônica estava cravado nele, sem tentar esconder nem um pouco a admiração que sentia pelo homem.

— Gustavo, fica aqui comigo hoje à noite, por favor? Estou com medo. — Com os olhos vermelhos, ela o fitou de baixo para cima, implorando.

Gustavo ficou em silêncio por um momento antes de concordar com a cabeça: — Eu fico de vigia aqui hoje.

Verônica chorou de alegria, mas logo mordeu o lábio e hesitou: — Será que a... Srta. Almeida vai ficar com raiva? Depois do jeito que ela falou do Léo mais cedo, se você ficar esta noite, temo que ela fique ainda mais ressentida. Quer saber? É melhor você levá-la para casa primeiro.

Os olhos profundamente escuros de Gustavo a encararam de volta. — A Nina já foi embora.

— Ah? — O rosto de Verônica se encheu de arrependimento. — Ela com certeza está brava comigo, fui eu que não...

— Não, — Gustavo a interrompeu, franzindo a testa. — A Nina é bondosa, ela não vai te culpar.

Ouvindo isso, a expressão de Verônica congelou por um segundo.

Depois de pensar um pouco, Gustavo perguntou de repente: — Verônica, você se lembra de quando doou sangue para me salvar no passado?

Os olhos de Verônica vacilaram. — Claro que me lembro. Por que está perguntando isso de repente?

— Você poderia descrever novamente o que aconteceu naquele dia?

— Claro. Naquele dia, eu fui ao hospital buscar uns remédios e, de repente, ouvi as enfermeiras na porta pedindo ajuda. Elas disseram que havia um paciente correndo risco de vida, precisando urgente de sangue raro, e imploraram para quem tivesse esse tipo sanguíneo que fizesse a boa ação. Eu nem peguei os remédios e fui logo doar. Só depois eu descobri que aquele paciente era você.

Gustavo encarou o rosto dela fixamente, sem piscar, a ponto de deixar Verônica constrangida.

— Por que você resolveu perguntar sobre isso de repente?

— Porque agora pouco aconteceu a mesma coisa lá embaixo, mas quem doou sangue foi a Nina.

A mente de Verônica deu um apagão. — Ela também tem sangue raro?

Gustavo puxou os cantos dos lábios em um sorriso amargo de autodepreciação. — Pois é. E eu, que sou o marido dela, só descobri isso hoje.

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