Nina pegou os cravos no banco de trás do carro; havia comprado os mesmos na floricultura pelo caminho.
A mãe fora apenas uma mulher simples do interior que jamais havia visto flores de verdade antes de morrer, nem tinha muitos interesses, mas agora ela repousava debaixo da terra, e Nina queria que ela visse como eram aquelas flores.
Júlia se adiantou e curvou-se algumas vezes para homenagear a mãe de Nina, em seguida, retirou-se para dentro do carro, onde esperou em silêncio.
Nina foi em frente, ajeitou um pouco a grama sobre o túmulo, agachou-se vagarosamente e acariciou a fotografia onde a mulher sorria.
— Mãe, pretendo me divorciar.
— A senhora me ensinou antes, dizendo que se eu não fosse feliz, devia partir de uma vez. Eu não deveria fazer como a senhora, passar meia vida hesitando e depois no fim colher penas.
— Não me arrependo de tê-lo amado, ele era de fato uma pessoa incrível no passado.
— Ah, eu também discuti com o papai, e não quero me envolver com ele de novo; ele tem a nova família dele, eu também preciso ter a minha vida a partir de agora. A senhora não está com raiva de mim, não é?
O sol da primavera brilhava, Francisco Fontes estava sentado em seu carro observando a vista ao redor em silêncio.
A atmosfera primaveril na aldeia era muito mais forte do que na cidade.
Tudo o que se via era verde.
A luz do sol penetrava diretamente pela janela, mas Francisco, após sentar lá apenas um pouco, sentiu um calor ardente.
Ele tirou o paletó, exibindo a camisa preta sob medida no interior.
*Tuc-tuc*
Bateram no vidro.
Francisco levantou os olhos, apenas para se deparar com uma moça postada no lado de fora.
Ao sair, o rosto afiado exibia o quão elegante e imponente ele era, com uma aura fria e intimidadora indescritível.
O coração de Natália Almeida palpitou violentamente; nunca havia visto um rapaz tão belo, logo seu rosto corou instantaneamente.
— Por, por que o senhor parou o carro na porta do meu tio?
Francisco franziu as sobrancelhas: — Seu tio? Então você é...?
Natália tombou a cabeça para olhá-lo: — Me chamo Natália Almeida. Esta era a casa de meu tio; todavia, dez anos atrás eles se mudaram para a cidade.
Francisco abaixou as pálpebras, ocultando sua decepção por trás das longas pestanas.

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