O rosto bonito de Gustavo ficou tenso, e ele a interrompeu com uma voz fria:
— Eu te dei uma chance, você tinha três dias para se mudar de volta. Mas se recusa a obedecer, então a culpa não é minha.
Nina olhou para aquele homem completamente desconhecido à sua frente e perdeu a vontade de dizer qualquer coisa.
Ela foi direta:
— Pare de pressionar a Júlia e a família Farias. Caso contrário, assuma as consequências.
Gustavo não deu a mínima, pois para ele, Nina era apenas uma assalariada comum; de que artifícios ela poderia dispor?
Mesmo que Oliver Ferreira tentasse se envolver, seria inútil. Marazul era o reino da família Mendes.
— Nina, pare de fazer birra. Desça primeiro e venha me procurar amanhã.
Nina franziu a testa. Amanhã?
— A doença do Léo exige que você passe o dia todo no hospital? O grandioso presidente do Grupo Mendes parece ter muito tempo livre.
Gustavo soou frustrado:
— Então à tarde. Você pode me procurar na empresa à tarde?
Nina pensou por um instante e assentiu:
— Certo, irei procurá-lo pontualmente às duas da tarde. Espero que desta vez eu consiga entrar.
Diante do sarcasmo de Nina, Gustavo apenas balançou a cabeça, sem dizer mais nada.
Após ela descer, o Maybach acelerou, passando rapidamente por ela.
Nina ficou parada ali por um longo tempo, em silêncio, antes de caminhar em direção a estação de metrô do outro lado.
Assim que entrou na estação, o celular tocou com uma ligação de Oliver.
— E então? Você viu o Gustavo hoje?
Nina segurava o celular com uma expressão indiferente.
— Vi, sim. Mas antes que eu pudesse falar direito, a Verônica o chamou.
— Não me diga que o Léo ficou doente de novo? — Oliver ironizou.
Nina riu:
— Oliver, você acertou na mosca. O Léo foi levado pelo SAMU, o Gustavo foi com a Verônica para o hospital. À tarde eu vou ao Grupo Mendes.
Oliver bufou frio:
— Não me leve a mal por ser cruel, mas eu sinto que a doença dessa criança não parece real.
Nina já tinha suspeitado disso no passado, mas depois de conseguir a certidão de divórcio, deixou de se importar se a doença do Léo era real ou não.
E se fosse falsa?
Nina ergueu a sobrancelha; Gustavo não saberia se deveria rir ou chorar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Divorciada No Dia Do Meu Casamento