— Reconciliação.
Nina Almeida ficou pasma novamente.
— O Diretor Fontes nunca ouviu o ditado de que quem trai uma vez, não merece confiança?
Um leve sorriso despontou nos lábios de Francisco Fontes, exalando um charme descontraído sob as luzes do carro.
O coração de Nina errou algumas batidas.
Ela desviou o olhar antes que Francisco pudesse notá-la.
Mas, de repente, alguém deu um tapinha em sua cabeça.
— Agora você realmente aprendeu a ser esperta.
Nina ficou irritada. Se ele continuasse batendo, seus miolos iriam pular para fora.
Ela lançou um olhar fulminante para Francisco e rebateu sem hesitar:
— Eu já disse que sou mais esperta do que você pensa.
Francisco riu e perguntou com preguiça:
— A que horas a porquinha preguiçosa consegue acordar amanhã?
Vendo a confusão crescendo nos olhos de Nina, Francisco ergueu uma sobrancelha.
— O quê? Não prometeu me acompanhar de volta à Vila Serena?
Só então Nina percebeu que o feriado de Primeiro de Maio já era no dia seguinte.
O Sr. Chagas riu alegremente.
— Não importa a hora que acordar, minhas habilidades no volante são excelentes, com certeza não perderemos tempo.
No entanto, assim que terminou de falar, sentiu uma rajada de vento frio na nuca.
O tom de Francisco foi sombrio.
— Amanhã eu dirijo, você está de folga.
O Sr. Chagas ficou em êxtase por dentro, mas ainda fez uma recusa fingida.
— Não sei se é uma boa ideia, não é certo deixar o jovem mestre dirigir.
Francisco, com um tom descontraído, batucava levemente no encosto de braço.
— Sente-se mal por mim? Então seu bônus deste mês será cortado pela metade.
O Sr. Chagas imediatamente parou de se fazer de rogado.
— Não, não, eu acho o senhor excelente. Hoje em dia é raro encontrar um chefe tão justo e bondoso.
— Não tem jeito, é preciso ser gentil com os idosos.
O Sr. Chagas: ...
Ele nem era tão velho assim.
Vendo os dois trocando farpas, Nina não conseguiu se segurar e soltou uma risada genuína e despreocupada.

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