Ele não sabia o que estava acontecendo, mas sentiu o corpo todo arder em um calor repentino.
Massageando as têmporas, Gustavo percebeu que algo estava errado; sua cabeça pesava e suas pernas pareciam de algodão.
Seu corpo ansiava desesperadamente por algo.
De repente, um copo de água gelada foi estendido em sua direção.
Verônica, segurando um livro contra o peito, olhava para ele com um sorriso caloroso.
— Gustavo, está com sede? Aqui, beba um pouco de água.
Gustavo não pensou duas vezes; agradeceu e bebeu tudo em um só gole.
— Já está tarde, vou pedir ao motorista para te levar de volta.
Verônica sorriu e respondeu:
— Tudo bem. Você parece não estar se sentindo muito bem, vá tomar seu banho primeiro.
Gustavo também não refletiu muito a respeito, pegou o pijama e foi direto para o banheiro.
Enquanto isso, do lado de fora do banheiro, Verônica tirou uma camisa branca masculina do guarda-roupa e a vestiu com total naturalidade.
Como o calor em seu corpo era insuportável, Gustavo tomou um banho frio para conseguir abaixar a temperatura.
Ao sair secando o cabelo, ele parou bruscamente ao ver Verônica sentada à beira da cama.
Ao ouvir seus passos, Verônica se virou, forçando um tom de voz sedutor:
— Gustavo, está tão tarde, tenho medo de acordar o Léo se eu voltar agora. Você se importa se eu passar a noite aqui?
Enquanto dizia isso, ela se deitou do outro lado da cama, exibindo suas pernas longas e claras, em uma pose sugestiva de quem esconde e ao mesmo tempo se oferece.
Gustavo encarou aquele exato lugar com um olhar penetrante.
Era ali que ficava o lugar de Nina.
Seus olhos congelaram de imediato.
— Levante-se!
Verônica pensou que ele quisesse fazer isso de pé. Desceu da cama timidamente e se jogou nos braços dele.
— Pode usar a posição que quiser, eu faço tudo o que você mandar.
— Ah!!!
Assim que terminou a frase, Verônica foi brutalmente empurrada e caiu no chão, sem qualquer delicadeza.
Ela ergueu a cabeça, incrédula.
— Gustavo, o que isso significa?
O peito de Gustavo subia e descia violentamente, o rosto cada vez mais pálido e frio. Suas palavras saíram como se tivessem sido arrancadas de um freezer.
— Quem permitiu que subisse na minha cama?! Quem deu permissão para tocar nas coisas da Nina?!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Divorciada No Dia Do Meu Casamento