Verônica cobriu a boca, parecendo chocada. — Como isso é possível?
Com seus olhos nevoentos, ela olhou para o homem que repousava exausto no sofá. — Gustavo, não deve ter sido a Srta. Almeida, né? Ela parece ser uma pessoa tão boa, não tem cara de quem faria algo assim.
Caio soltou um riso desdenhoso. — Verônica, você é pura demais. Não entende o quão terrível o coração humano pode ser. Quanto mais quietinha a mulher parece, mais perigosa ela é. Se não fosse pela armadilha que ela preparou para o Gustavo e o excesso de senso de responsabilidade dele, você acha que ele teria se casado com ela?
— O que você acha, Gustavo?
Gustavo esfregou as têmporas, a lembrança do que Nina dissera no estacionamento invadindo sua mente.
"Não fui eu quem contou."
A voz dela soou tão calma, tão imperturbável.
Quase instintivamente, Gustavo escolheu acreditar nela.
— Não fale besteiras. Não foi a Nina, ela não é esse tipo de pessoa.
Caio se exaltou. — Como ela não é esse tipo de pessoa?! Foi ela quem armou para vocês terem aquela noite e te forçar a casar com ela. Olha a família dela, sempre pedindo coisas! No mês passado mesmo, pediram uma casa, não pediram? Ela é uma sanguessuga!
O olhar de Gustavo ficou gélido num instante. — Ela não é!
Caio ia continuar discutindo, mas um olhar de Verônica o fez recuar.
Verônica comprimiu os lábios em um sorriso discreto. — Eu também não acho que a Srta. Almeida seja esse tipo de pessoa. Porém, a chegada minha e do Léo definitivamente causou problemas para ela, então é compreensível que ela tenha algo contra mim.
Observando a expressão de Gustavo, ela acrescentou: — Não importa o que a Srta. Almeida tenha feito, eu consigo entender.
Dessa vez, Gustavo não refutou.
Ele abaixou os olhos em silêncio e seu olhar vagou no ar, fixando-se no tapete aos seus pés por um longo tempo.
Verônica curvou os lábios, satisfeita.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Divorciada No Dia Do Meu Casamento