Nina parou de andar.
Verônica Barros?
Estreitando os olhos, ela repetiu:
— E como eu vou acreditar em você?
Seria Verônica estúpida a ponto de subornar Sandra usando o próprio nome?
Isso sem contar que ela ainda tinha Zélia Macedo por trás.
A história parecia improvável de todos os ângulos.
Mas Sandra respondeu:
— Eu não sou boba, gravei tudo. Se não acredita, escuta aí.
Nina abriu o áudio. Era a voz de um homem desconhecido.
— Tem uma pessoa precisando de um favor seu. Se der certo, ela paga quinhentos mil. Posso te transferir cem mil agora mesmo, como entrada.
— E o que é pra eu fazer?
— Dê um jeito de arruinar a reputação da Nina. Como fazer isso, você sabe melhor do que ninguém.
— Mas... quem é? Por que odeia tanto a minha filha?
— Não faça perguntas que não te dizem respeito.
Depois de alguns ruídos abafados, ouvia-se o homem ao telefone novamente. A voz estava mais baixa, deixando claro que tentava não ser ouvido por terceiros.
— Srta. Barros, fique tranquila. Ela já aceitou, eu vou limpar qualquer rastro.
A gravação terminou aí.
Sandra falou:
— Acredita agora? Eu gravei escondida, ele não percebeu.
Com a cabeça baixa, Nina fechou o arquivo em silêncio e fez um backup do áudio para o próprio celular.
— Então, — Sandra engoliu seco — agora você cancela a polícia?
Nina respondeu friamente:
— Eu não chamei polícia nenhuma.
Foi apenas um blefe para enganar a madrasta.
Ao descobrir que havia sido feita de idiota, a raiva subiu à cabeça de Sandra:
— Sua garota desgraçada! Eu sabia que você não prestava!
— Hah, e mesmo não prestando fui humilhada por vocês. Se eu fosse uma santa, não estaria nem viva agora, né?
Bufando de ódio, Sandra ameaçou:
— Eu vou contar tudo pro Gustavo Mendes! Vou fazer ele ver que tipo de mulher você é. O melhor que ele faz é pedir o divórcio!

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