Que coincidência, falando no diabo, o diabo aparece.
Samuel Holanda adiantou-se e apertou a mão de cada um deles. — Olá a todos, sou Samuel Holanda, por favor, entrem.
Ele tinha acabado de chegar a Marazul naquele dia, e não seria tão egocêntrico a ponto de achar que aquelas três pessoas tinham vindo especificamente para vê-lo.
Claramente, o alvo deles era Francisco Fontes.
Francisco Fontes já havia apagado seu cigarro assim que ouvira o nome de Gustavo Mendes.
Ele apertou os olhos em direção à porta. Por que Luiz Cardoso havia aparecido na mansão da família Mendes? Alguém da família Mendes tinha ligações com os traficantes de pessoas?
Ou quem sabe a família Mendes tinha alguma conexão com sua madrasta perversa?
Suprimindo as dúvidas em seu coração, Francisco Fontes levantou-se e se curvou de forma educada: — Olá a todos.
Eles se sentaram e Samuel Holanda estalou os dedos para ordenar que o garçom na porta trouxesse mais duas garrafas de bom vinho.
Ao retornar ao sofá, Gustavo Mendes tirou um cartão de visita do bolso e o ofereceu com as duas mãos.
A atitude dele era extremamente respeitosa.
Francisco Fontes pegou o cartão de visita, ergueu uma sobrancelha, sem se comprometer, e então o jogou casualmente sobre a mesa.
O rosto de Caio Peixoto ao lado escureceu imediatamente.
Vendo a situação, Verônica Barros rapidamente tentou amenizar as coisas. — Diretor Fontes, peço desculpas pela nossa visita repentina e por interrompê-lo. Com este brinde, ofereço minhas desculpas.
Depois de dizer isso, Verônica Barros pegou uma taça de vinho da mesa, jogou a cabeça para trás e a bebeu de um só gole.
Não se sabe se por não ter resistência ao álcool, mas após beber, o rosto dela ganhou um tom avermelhado.
Com gotas de vinho ainda nos cantos da boca, ela esticou sua linguinha rosada e a lambeu, abrindo um sorriso doce para Francisco Fontes, revelando duas covinhas perfeitas.
— Verônica! — Gustavo Mendes tomou a taça de vinho da mão dela, irritado e preocupado ao mesmo tempo. — Cuidado com a saúde.
Verônica Barros sacudiu a cabeça silenciosamente, sinalizando com o olhar para que ele não se preocupasse.
Gustavo Mendes sorriu impotente e virou-se para Francisco Fontes. — Diretor Fontes, Verônica é muito impulsiva, por favor, releve.
Francisco Fontes não disse nada, mas Samuel Holanda, ao seu lado, lançava olhares de vaivém entre os dois.
Corria o boato de que Gustavo Mendes havia feito sua festa de casamento recentemente. Talvez por ele ter tido alguma conversa com a imprensa, a identidade da esposa de Mendes ainda era um mistério.

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