Gustavo também ouviu todos os prantos ao telefone e, com a voz grave, ordenou que o motorista fosse mais rápido.
Vinte minutos depois, o Maybach preto parou firmemente em frente à mansão.
Verônica Barros não esperou que o motorista estacionasse adequadamente; ela empurrou a porta do carro e correu para dentro da casa.
Gustavo também correu atrás.
Ao empurrar a porta, viram Léo com os olhos vermelhos e lágrimas correndo pelo rosto como se fossem pérolas que caíam de um colar quebrado. Mas o menino estava tão assustado que não ousava fazer o menor som.
Verônica ficou com os olhos lacrimejantes e abraçou a criança. — Meu bebê, o que foi?
Só então Léo se sentiu injustiçado e começou a chorar alto.
— Léo, diga à mamãe, o que aconteceu? Quem fez mal a você?
— Foi ela, aquela mulher má! — Léo apontou para Nina e gritou a plenos pulmões.
Um brilho de ferocidade cruzou o olhar de Verônica enquanto ela lançava um olhar furioso para Nina. No entanto, ao ouvir passos atrás de si, ela rapidamente vestiu sua máscara de fragilidade, apertando Léo ainda mais contra o peito. — Seja bonzinho, não pode ser mal-educado.
Gustavo entrou pela porta, e com um tom de desagrado, olhou para a causadora de tudo: — Por que você implicou com Léo sem motivo nenhum?
Não foi uma pergunta, mas sim um interrogatório, o que significava que ele havia optado incondicionalmente por acreditar em Verônica e seu filho, condenando Nina de imediato.
Seu olhar frio e sombrio fixou-se em Nina, como se quisesse cortá-la em mil pedaços.
Nina deu um sorriso debochado. Não sentiu dor, pois os dias mais tristes e difíceis já haviam passado.
Ela abriu a mão e revelou um pingente de jade. O pingente apresentava rachaduras evidentes.
O pingente de jade parecia familiar, mas era bem antigo e, pela sua coloração e técnica, notava-se que não possuía muito valor.
Gustavo puxou a gravata, fervendo de raiva.
— Só por causa dessa porcaria, você assustou a criança a esse ponto?
— Essa porcaria? — Nina sentiu como se mil flechas tivessem atravessado o seu peito, com a voz embargada. — Gustavo, este foi o único objeto que minha mãe me deixou, e nos seus olhos não passa de uma "porcaria"?

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