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Divorciada No Dia Do Meu Casamento romance Capítulo 38

— Diga a verdade a ele.

— Hã, como assim?

— Diga a verdade sobre o que aconteceu de dia também.

— Senhora...

Nina se virou e sorriu para Dona Odete: — Diga a verdade. O Léo desmaiou esta noite e foi parar no hospital, o Gustavo com certeza não vai deixar barato. Dizer a verdade vai ser melhor tanto para você quanto para mim.

Ela até desejava que Dona Odete jogasse toda a culpa nela. Dessa forma, Gustavo ficaria furioso e explodiria de raiva, e quem sabe até jogasse um acordo de divórcio na sua cara ali mesmo, e no dia seguinte já poderiam ir direto ao cartório.

Assim ela não precisaria mais se matar para arranjar dinheiro.

Ultimamente, ela estava extremamente cansada. Cansada tanto física quanto mentalmente.

No hospital.

Os médicos levaram Léo para o quarto, e Verônica desabou no chão como um balão murcho.

Por sorte, Gustavo a segurou a tempo. — Verônica, não se preocupe, não vai acontecer nada com o Léo.

Os olhos de Verônica ficaram vermelhos. — Mas ele nunca tinha desmaiado antes. Como é que ele teve um apagão de repente? Será que a doença dele piorou? Gustavo, estou com muito medo.

Ela agarrou-se firmemente à cintura de Gustavo, enterrou o rosto no peito dele e chorou de forma desamparada: — Gustavo, estou com muito medo!

No momento em que ela o abraçou, o corpo de Gustavo enrijeceu. Instintivamente ele tentou se afastar, mas ao baixar os olhos e ver a aparência frágil e desamparada de Verônica, e ao se lembrar que a causadora de tudo isso fora sua esposinha ciumenta,

Ele suspirou em silêncio e deu tapinhas leves nas costas da mulher em seus braços: — Não tenha medo, Verônica, eu te garanto que o Léo ficará bem. A ala de medicina interna deste hospital é a melhor de todo o país, os médicos vão se certificar de que ele fique bem.

Onde ninguém podia ver, o canto da boca de Verônica se ergueu levemente, abraçando com ainda mais força a cintura firme e musculosa do homem.

Já era tarde da noite, e os corredores do hospital estavam mergulhados no silêncio.

Ali, Gustavo consolava Verônica em voz baixa. Mais à frente, a avó de Gustavo, Dona Elisa Mendes, saía para caminhar, amparada por sua nora Rute Mendes.

— Mãe, o médico disse que é melhor a senhora ficar de cama descansando.

— Se eu ficar mais na cama vou virar uma múmia.

— Mas por que a senhora teimou em sair para caminhar tarde da noite?

— Se você não queria cuidar de mim, deveria ter falado antes. Eu chamaria a Dona Rita.

— Mãe, não foi isso que eu quis dizer.

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