Sandra não gostou nada disso.
— As escolas públicas da região são de terceira categoria. A escola internacional tem o melhor ensino.
— E você tem dinheiro para pagar?
Sandra adotou uma expressão de quem achava tudo muito natural.
— Ora, para isso é que temos você e o nosso genro. O Nicolas é seu único irmão. Se você não ajudar ele, vai ajudar quem?
Nina deu um sorriso frio; na hora de precisar de dinheiro, eles lembravam dos laços de sangue.
— Eu já disse da última vez: o dinheiro do dote é de vocês, e daqui para frente não me contatem mais, muito menos contatem a família Mendes, afinal, no futuro...
Afinal, no futuro ela e Gustavo iriam se divorciar.
Ela não terminou a frase, mas Gustavo sentiu que algo estava errado. Sua sobrancelha contraiu-se violentamente. Seria possível que o que ela havia dito lá em cima não fosse apenas da boca para fora?
Gustavo apertou a palma da mão de Nina, sinalizando para que não dissesse bobagens.
Ao ouvir as palavras da filha, Marcos levantou-se na mesma hora, pronto para bater nela.
— Sua filha ingrata! Criei você à toa. Se eu soubesse, nunca deveria ter...
No calor do momento, ele quase falou o que realmente pensava, mas por sorte foi interrompido a tempo por Sandra.
— Ah, Nina, você não devia falar assim. Laços de sangue não podem ser cortados tão facilmente, não é mesmo, genro?
Gustavo ergueu os olhos em direção a ela, seu olhar tão plácido quanto um poço antigo.
De repente, ele envolveu a cintura de Nina.
— Deem-me um momento para conversar com a Nina.
Dito isso, ele quase a carregou até o quarto principal no segundo andar.
No escritório lá em cima.
Gustavo prendeu Nina em seus braços e ergueu o queixo dela.
— Sei que você os detesta, mas querendo ou não, ele ainda é seu pai biológico.
Nina virou o rosto para não olhar para ele. Gustavo esfregou o polegar nos lábios rosados dela e suspirou suavemente.
— Nina, vamos fazer um acordo.

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