— Dizem que casar com a pessoa certa atrai sorte, e casar com a pessoa errada a suga. Pelo jeito, é verdade — Oliver deu um tapinha no ombro dela.
Nina: ...
— Uau, quarto lugar! A minha mão é muito sortuda ou não é?
Ao longe, Verônica empinou o queixo para Gustavo e Caio Peixoto, esbanjando um imenso orgulho.
Gustavo recolheu o olhar e sua testa sutilmente franzida relaxou.
— Você é mesmo incrível.
— Não falei? Deixar a Verônica fazer o sorteio foi a escolha certa! Estão vendo como sou sábio? — disse Caio, aos risos.
— Sim — Gustavo sorriu gentilmente.
Percebendo que Gustavo estava um pouco distraído, Caio deu-lhe um cutucão no braço e perguntou em voz baixa: — O que foi?
Sem dizer nada, Gustavo simplesmente olhou de modo inconsciente para onde Nina estava.
Ao ver Oliver dando um tapinha no ombro dela e os dois trocando sorrisos, o seu belo rosto fechou-se com frieza.
— Que tipo de relação a sua esposa de meia-tigela tem com o Oliver? Eles são íntimos? — perguntou Caio, com desprezo.
— Ela é a assistente dele agora — disse Gustavo, massageando as têmporas.
— Eita, por que ela deixou de preparar suas comidinhas em casa e resolveu trabalhar? Ah, já sei. Com certeza, não aguentou ver a Verônica entrar na sua empresa e foi arrumar emprego pra tentar provar que é capaz. E o resultado, olha só, a incompetência escancarada: teve que se contentar em ser assistente. Diferente da nossa Verônica, que é uma engenheira de algoritmos!
Ouvir aquilo fez com que Verônica curvasse os lábios sutilmente, mas ela respondeu: — Caio, não fale bobagem. Dá para ver que o Diretor Ferreira tem a Srta. Almeida em alta conta.
A expressão "em alta conta" foi carregada em seu tom de voz.
De forma bastante profunda.

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