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Divorciada No Dia Do Meu Casamento romance Capítulo 60

— Que isso, Diretor Fontes — sorriu ela, forçada e falsa, fingindo complacência.

Através do vidro do carro, Francisco observava aquele sorriso de Nina que não alcançava os olhos, os lábios dele curvando-se num sorriso de zombaria.

Quando pequena, ela era tão sincera. Quem diria que, ao crescer, começaria a usar essas falsidades com ele.

Na entrada da estação de metrô, o Rolls-Royce parou lentamente.

O motorista, Sr. Chagas, tinha um olhar afiado. Quando é que o seu patrão fora tão atencioso com uma garota?

As dondocas da elite da capital sempre se jogavam aos pés do patrão, e ele sequer se dava ao trabalho de olhar para elas.

Apesar da atmosfera opressiva e sufocante dentro do carro, e do fato de o seu patrão não estar fazendo uma cara amigável para a garota à sua frente, o Sr. Chagas, movido por sua intuição, tinha quase absoluta certeza.

A relação entre os dois não era nada trivial.

— Srta. Almeida, fique com o guarda-chuva por enquanto — o Sr. Chagas acompanhou Nina até a entrada do metrô e enfiou um guarda-chuva novo nas mãos dela.

— Isto... então, devolvo o guarda-chuva outro dia — disse Nina, abaixando o olhar.

— Pode devolvê-lo para o nosso patrão — sorriu o Sr. Chagas, amigavelmente.

Dizendo isso, ele deu meia-volta e se afastou rapidamente.

Havia um quê de quem tinha cumprido a sua missão e partia silenciosamente, ocultando os próprios méritos.

Assim que entrou no carro, o Sr. Chagas tomou a iniciativa de se gabar: — Patrão, pedi à Srta. Almeida que devolvesse o guarda-chuva pessoalmente ao senhor mais tarde.

— Intrometido! — lançou Francisco, com um olhar gélido.

Sr. Chagas: ...

A mente do chefe era mesmo um enigma indecifrável!

O carro deu a partida e logo se integrou ao trânsito. No entanto, devido à chuva, a avenida principal estava completamente parada, transformando um trajeto de meia hora em árduos cinquenta minutos até chegar em casa.

Quando o carro entrou no condomínio, o Sr. Chagas vislumbrou de repente uma figura familiar.

Os seus olhos brilharam: — Patrão, é a Srta. Almeida!

Sentado no banco de trás, a ponta dos dedos de Francisco pausou e ele abaixou o tablet que tinha nas mãos.

Lá fora, a chuva havia parado, mas a umidade era densa, e uma leve névoa pairava no ar.

Através da névoa, Francisco fixou o olhar nas costas finas e elegantes que adentravam a casa.

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