Depois de mais alguns copos, a imagem da pessoa à sua frente já estava embaçada. Gustavo insistiu que precisava ir embora. Caio ajudou o amigo a entrar no carro, e orientou o motorista a dirigir com cuidado.
Assim que o carro sumiu na distância, um sorriso apareceu nos lábios de Caio. Ele pegou o celular e enviou uma mensagem:
"Verônica, hoje à noite é com você."
Meia hora depois, ouviu-se o som de um carro desligando no andar de baixo. Verônica, usando uma camisola de seda e perfumada, desceu as escadas.
O brilho da camisola de seda realçava ainda mais as curvas de seu lindo corpo.
Ao chegar no andar de baixo, Dona Odete saía exatamente do seu quarto.
Verônica sorriu suavemente: — Dona Odete, você já trabalhou muito durante o dia. Pode deixar que eu cuido do Gustavo.
Vendo-a trajada daquela maneira, Dona Odete sentiu nojo.
Raposa assanhada, tentando seduzir o jovem mestre de novo!
Não, de jeito nenhum. O jovem mestre pertencia à sua esposa. Ela tinha que proteger a castidade de Gustavo pela senhora Nina!
Dona Odete deu uma risadinha: — Srta. Barros, o jovem mestre bêbado fica muito pesado, você não conseguirá carregá-lo sozinha. Eu a ajudo.
Pensando bem, Verônica percebeu que ela tinha razão e concordou.
As duas ampararam Gustavo aos tropeços pelo caminho, até a porta do quarto principal, no segundo andar. Verônica propositalmente colocou as mãos na cintura de Gustavo, forçando-o a apoiar a maior parte de seu peso sobre ela.
Assim que colocou os pés dentro do quarto, Verônica dispensou a governanta: — Do resto eu dou conta. Dona Odete, pode ir descansar.
Um alarme soou na cabeça de Dona Odete, temendo que o jovem mestre perdesse a honra: — Srta. Barros, é melhor eu cuidar dele. Eu tenho mais experiência com isso.
— Dona Odete — respondeu Verônica impacientemente —, qual é o problema? O Gustavo e eu somos grandes amigos, acha que eu faria algum mal a ele?
Fazer mal, você não faz, mas vai dormir com ele!
Dona Odete criticava mentalmente, mas diante do jeito autoritário de Verônica, não ousava desobedecer. Afinal, por causa dela, o jovem mestre havia expulsado até a própria esposa de casa.
Só lhe restava rezar em silêncio, esperando que, ao final daquela noite, o jovem mestre ainda estivesse puro.
A porta do quarto se fechou, deixando apenas Verônica e Gustavo no aposento.

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