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Divorciada No Dia Do Meu Casamento romance Capítulo 88

— Eu entendo você. Fique tranquilo, não vou atrapalhar sua vida. O Léo e eu vamos nos mudar, daqui a uns dois dias irei procurar um apartamento — disse ela, olhando para Gustavo com os olhos avermelhados.

— Eu tenho um apartamento de alto padrão no centro da cidade em meu nome. Vou pedir ao meu assistente para passá-lo para você — disse Gustavo, com o coração ainda mais confuso, olhando para Verônica com pena.

— Aqui tem um depósito de oito dígitos, pode ficar para as suas despesas — acrescentou ele, tirando um cartão da gaveta da mesa de cabeceira.

— Não faço questão de nada disso que você está me dando. Tenho formação e capacidade, posso sustentar a mim e ao Léo. Mas também sei que, se eu não aceitar, você não ficará em paz. Sendo assim, vou aceitar por enquanto e, quando você estiver mais calmo, eu devolvo — disse Verônica, hesitando um pouco antes de pegar.

Ao vê-la aceitar, a pedra que pesava no peito de Gustavo finalmente desapareceu.

Verônica apertou o cartão com força, rangendo os dentes secretamente.

Não importava, ela ainda estava um passo à frente. Gustavo, pelo menos, estava disposto a lhe dar dinheiro e um apartamento. Dizia-se que, antes de ele e Nina se casarem, ambos haviam assinado um acordo pré-nupcial, e o dinheiro de Gustavo não fora parar um centavo sequer nas mãos de Nina.

Dizem que onde o dinheiro de um homem está, ali está o seu amor. Espere e verá, Gustavo, cedo ou tarde, reconheceria seus verdadeiros sentimentos.

Gustavo desceu as escadas e acabou esbarrando com Dona Odete, que saía da cozinha.

— Senhor Gustavo, está tudo bem depois de ontem à noite? O senhor chegou bêbado, eu quis ir cuidar do senhor, mas a Srta. Barros me impediu de entrar — disse Dona Odete, avaliando-o discretamente antes de lançar um olhar para o quarto principal no andar de cima.

O rosto de Gustavo imediatamente escureceu como águas profundas.

— Eu estou bem. O que aconteceu ontem à noite não deve ser dito a ninguém — advertiu, semicerrando os olhos e lançando um olhar gélido e escrutinador sobre Dona Odete.

— Entendido — respondeu Dona Odete, encolhendo os ombros.

Depois de falar, ela colocou a sopa para o estômago na mesa, pegou uma tigela e uma colher, e serviu uma porção para Gustavo.

Gustavo baixou a cabeça para provar, mas franziu a testa e largou a colher após apenas um gole.

Não estava certo. O sabor estava diferente, não era o mesmo gosto que ele costumava tomar antes.

— Antigamente, era a Sra. Mendes quem preparava pessoalmente para o senhor — suspirou Dona Odete. — Como agora ela não está, e eu não sei a receita, tive que cozinhar baseada na minha própria experiência.

Não era de se admirar.

Gustavo baixou os olhos, sem conseguir evitar as lembranças de cada detalhe do cuidado que Nina sempre lhe dedicava.

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