A voz de Henrique saiu baixa e fria.
— Ela não tem capacidade para isso. Quanto ao divórcio, vocês não precisam se preocupar. Eu sei o que estou fazendo.
— Papai.
Bia, de repente, voltou correndo para a sala.
Lorena e Alexandre não tocaram mais no assunto.
A menina se jogou nos braços do pai.
— Papai, liga para a mamãe e pede pra ela vir jantar hoje na casa do bisa, tá?
Henrique acariciou a cabecinha da filha.
— Outro dia, tudo bem? Hoje à noite o papai tem coisas para resolver.
Bia fez um biquinho.
— Mas a tia Evelyn só vai ser mãe da Bia por uma semana…
A voz de Henrique suavizou.
— Então você pode pedir para ela aumentar esse prazo.
Bia pareceu preocupada.
— Será que a tia Evelyn vai aceitar? Ela não vai achar que a Bia dá muito trabalho?
— Não vai.
Ao ouvir aquilo do pai, Bia finalmente se tranquilizou.
— Então hoje à noite eu vou perguntar pra tia Evelyn.
— Tá bom.
Tatiane passou o dia inteiro pensando.
No fim, decidiu viajar para o exterior. Aproveitaria também para resolver os assuntos da KU.
Na segunda-feira, ao chegar ao trabalho, contou a decisão a Leandro.
Ele concordou.
— Pode ser bom viajar um pouco, espairecer. A questão do divórcio também não vai se resolver só porque você está com pressa.
Tatiane assentiu de leve. Depois de pensar por um instante, disse:
— Sobre o processo de divórcio… Estou pensando se não seria melhor retirar a ação?
Leandro olhou para ela.
— A tia Evelyn anda muito ocupada com o trabalho. Quando eu estiver mais tranquila, passo um tempo direitinho com a Bia, tá?
Naquele dia, ela havia perguntado a Roberto sobre a menina. Depois da cirurgia, Bia se recuperara muito bem nesses dois anos. Como todos em casa a mimavam, vivia feliz todos os dias e, de fato, nunca tivera uma recaída.
Só de pensar que, por sua causa, Bia tinha ficado triste e até voltado a ser internada, Tatiane sentia o peito apertar.
Talvez ela realmente nunca devesse ter voltado.
Nunca deveria ter deixado Bia se apegar tanto a ela.
Embora estivesse um pouco triste, afinal fazia vários dias que não via a tia Evelyn, Bia sabia que ela estava muito ocupada e não queria dificultar as coisas para ela.
— Tá bom… Então a tia Evelyn pode ir comigo ao aniversário da Lili esta semana?
Tatiane havia recebido a ligação de Isadora naquele dia, fazendo o convite.
Na hora, não deu uma resposta. Pensou apenas em mandar um presente.
Mas agora Bia também pedia.
Na semana seguinte, ela viajaria para o exterior. Passar mais um tempo com Bia antes disso não faria mal.
Tatiane acabou aceitando.
Bia, enfim, voltou a sorrir feliz.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A narrativa não muda então pulo alguns capítulos. Não sei se o autores quer que ela fica com o Leandro ou o Henrique ou se ela quer ficar sozinha, pq ela não parece ter sentimento por ninguém....
Eu decidi que, assim que abarem essas moedas que comprei, vou parar de ler esse romance, chato pra c@r@1ho...
A autora poderia mudar um pouco essa narrativa. Tatiane sempre fria e com poucas palavras. Henrique não consegue falar de sentimentos e enquanto isso a história da voltas e mais voltas e não sair do lugar......
Está na hora do Henrique se declarar né? Pelo amor de Dus que enrola. Eu nunca me casaria somente pela filha. Tem que ter sentimentos. Espero que no próximo capítulo Henrique se declare e deixe Tati abalada. Aí sim tudo pode mudar. Ela grávida e ele se declarando temos 2 pontos....
4 capítulos inteiros pra uma briga de garagem no prédio sem sentido entre Henrique e Leandro. O Autor está enchendo linguiça só pode !!!!!!...
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...