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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 106

Jorge Menezes raramente deixava sua casa de campo. Nos últimos anos, preferia comandar seus negócios das sombras, como uma aranha que tece a teia sem sair do canto. Mas dessa vez, ele pretendia dar o bote fatal em Dante pessoalmente.

O plano era perfeito.

Ele estava pronto para oferecer a ajuda que o neto renegado precisaria.

A televisão estava ligada.

O velho fumava seu charuto cubano favorito, aquele que ele só acendia para comemorar quando fechava um grande negócio. A fumaça azulada subia em espirais lentas, envolvendo o ambiente como uma névoa de triunfo.

Dessa vez, ele tinha uma vitória dupla.

A entrada no mercado de tecnologia, o setor que sempre desprezou, mas que agora reconhecia como o futuro. E, mais do que isso, a chance de recuperar o controle sobre o neto que, nos últimos anos, demonstrara ser mais eficiente do que o mimado do Rafael jamais seria.

Dante, pensou o velho. O bastardo que se tornou mais valioso do que o herdeiro legítimo.

Mas o sorriso congelou no rosto quando Dante começou a falar.

A primeira frase foi suficiente para fazer o charuto tremer entre os dedos.

"- Primeiro, o roubo comercial..."

O velho se inclinou para frente, os olhos fixos na tela. A fumaça do charuto subia agora em espirais irregulares, tão instáveis quanto o próprio patriarca.

- O algoritmo foi projetado com uma camada de autoproteção - Dante dizia, a voz firme. - Algo que não estava documentado nos arquivos roubados.

O charuto caiu no cinzeiro.

Jorge Menezes não piscou. Não respirou. Apenas ficou ali, imóvel, assistindo seu castelo de cartas desmoronar.

O algoritmo. A joia da coroa. Não era o que ele pensava. Era uma armadilha. E ele caiu.

Ele não conseguia ouvir mais nada. Apenas o zumbido nos ouvidos. A pressão subindo. O coração acelerando.

Ele havia roubado um cavalo de Troia.

- Aquele bastardo… - murmurou, a voz falhando.

A porta se abriu.

Rafael entrou sem bater, o sorriso no rosto, as mãos nos bolsos. Caminhou até a mesa como se nada tivesse acontecido.

- Vovô - cumprimentou, com uma falsa educação.

O velho ergueu os olhos.

- Você viu o que fizeram?

- Vi - Rafael respondeu, sentando-se na cadeira à frente. - Estão destruindo a SecureX. E, por tabela, o senhor.

O velho se levantou, os punhos apoiados na mesa.

- O algoritmo tinha um cavalo de Troia! - explodiu, a voz ecoando pelas paredes do escritório. - Aquele desgraçado nos enganou!

Rafael não se moveu. Apenas observou, impassível.

- O senhor que quis roubar - disse, com calma. - Eu só consegui o que o senhor pediu.

O velho o encarou, os olhos injetados.

- Você sabia?

- Sabia o quê?

- Que o algoritmo era uma armadilha!

Rafael riu. Um riso baixo, sem humor.

- Vovô, eu sou um administrador, não sou um nerd. O senhor queria o código, eu entreguei o código. O que fizeram com ele depois… não é problema meu.

O velho se afastou da mesa, andando de um lado para o outro. A respiração estava irregular, as mãos suando.

- As perdas serão multimilionárias - disse, mais para si mesmo.

- Provavelmente - Rafael concordou, com um sorriso.

O velho parou.

- E agora? O que vamos fazer?

Rafael se levantou devagar.

- Eu? - perguntou, ajeitando o paletó. - Vovô, eu não posso limpar sua bagunça agora. O senhor mesmo me retirou das funções da sua empresa.

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