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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 80

O bar ficava na esquina, a poucas quadras da Nexus Tech. Não era luxuoso, era o tipo de lugar que servia chopp gelado, porções generosas e música alta o suficiente para que as conversas ficassem entre as mesas, sem viajar.

Theo havia reservado todo o local. Apenas a equipe, o álcool e a sensação de que, depois de meses de trabalho, a versão beta do algoritmo finalmente estava pronta para ser apresentada aos investidores.

Lorena estava sentada ao canto, perto da janela, uma taça de vinho na mão. Observava o movimento, os desenvolvedores rindo, os analistas brindando, o alívio estampado no rosto de cada um.

Dante estava no centro da mesa, cercado por Theo e pelos engenheiros mais antigos. Ele ria de algo que não dava para ouvir, os olhos brilhando, o cabelo já desalinhado. Fazia tempo que ela não o via tão solto.

- Sua esposa não tira os olhos de você essa noite - Theo comentou, sentado ao lado dele com uma cerveja na mão. - Quem sabe com um pouco de vinho hoje…

Quando os olhos de Dante cruzaram com Lorena ela desviou o olhar rápido demais.

- É esse tipo de homem que eu sou? - Dante respondeu, dando um soco no ombro do amigo.

- Ai! - Theo reclamou, esfregando o ombro, o olhar malicioso. - Não é à toa que levou quase uma década para se aproximar dela. Tão casto e puro.

Ele não respondeu.

As horas passaram. Os brindes se multiplicaram. Dante tomou algumas taças de vinho e até um uísque que lhe ofereceram. Lorena não bebeu mais de duas taças.

Quando o bar começou a esvaziar, ela percebeu que Dante já não conseguia manter o equilíbrio. Ele cambaleava ao se levantar, apoiando-se no ombro de Theo, que o segurava com naturalidade enquanto se aproximava de Lorena.

- É todo seu, senhora Menezes - Theo disse, já passando o bebum para os braços dela.

- Tem certeza? - Lorena perguntou, um pouco assustada. Dante, além de alto, era muito forte.

Mas, inesperadamente, ele não apoiou tanto peso sobre o ombro dela quanto ela esperava.

- Sim. O motorista está esperando.

Theo a observou por um segundo, os olhos percorrendo o rosto dela como se buscasse alguma coisa.

- Ele fica emotivo quando bebe - avisou, baixo. - Não seja muito dura com ele.

Lorena franziu a testa, confusa.

Theo não respondeu. Apenas sorriu, seguindo seu próprio caminho.

O trajeto até o táxi foi um exercício de paciência. Dante, apesar de não apoiar muito peso, estava abraçado a ela com força. As mãos se encontravam, as respirações se misturavam.

- Você é realmente péssimo com álcool - ela reclamou, abrindo a porta do táxi.

- Estou ótimo - ele respondeu, a voz arrastada.

- Você mal consegue ficar em pé.

- Estou economizando energia.

Ela suspirou, ajudando-o a entrar.

No banco de trás do táxi, Dante se aconchegou ao lado dela, a cabeça pesada no ombro de Lorena. O braço dele envolveu o dela com uma naturalidade que a fez prender a respiração.

- Dante…

- Hum?

- Senta direito.

Ele não respondeu. Apenas apertou o abraço.

Lorena desistiu de reclamar.

O táxi seguia pela avenida deserta, as luzes da cidade passando como borrões coloridos no vidro escuro. O silêncio dentro do carro era confortável, quase íntimo.

- Você cheira bem - ele murmurou, o rosto enterrado no ombro dela.

Oitenta e um 1

Oitenta e um 2

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