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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 98

Lorena passou a semana inteira planejando cada detalhe. As luzes, a música, a comida tudo pensado para agradar Dante, para mostrar a ele que alguém se importava. Theo ajudou com a lista de convidados, contatou os amigos mais próximos, garantiu que ninguém deixasse escapar a surpresa.

Helena cuidou da decoração. Simples, elegante, sem excessos. Nada que lembrasse as festas da família Menezes aquelas celebrações frias, cheias de obrigações e sorrisos falsos.

Dante estava mais calado que o normal, custou para que Lorena o convencesse a sair para jantar.

Quando eles chegaram ao restaurante as luzes se acenderam. Os convidados gritaram "Surpresa!". O rosto dele, por um instante, pareceu se iluminar mas foi rápido. Muito rápido.

Lorena viu.

O sorriso dele não alcançava os olhos.

Durante toda a festa, Dante circulou entre os amigos, cumprimentou, agradeceu, riu nos momentos certos. Mas Lorena conhecia aquele olhar. Era o mesmo que ele usava nas reuniões de trabalho: profissional, controlado, distante.

Ele bebeu.

Mais do que o habitual. Mais do que Lorena gostava de ver.

- Ele não está bem - Theo comentou, aproximando-se dela com duas taças de vinho.

- Eu não deveria ter feito essa festa surpresa.

- Não foi culpa sua. Ele nunca gostou do aniversário, pensei que com você aqui seria diferente dessa vez.

Lorena olhou para Dante, que ria de algo que um amigo dizia. O riso parecia ensaiado.

Os amigos de Dante eram, em sua maioria, pessoas que Lorena já conhecia. Quase todos estiveram no casamento. Empresários, investidores, alguns poucos amigos de infância que resistiram ao afastamento forçado pela família.

Todos gostavam de Dante. Todos o respeitavam.

Mas nenhum sabia o que ele guardava.

No momento dos presentes, Lorena entregou o seu.

Uma caixa pequena, embrulhada em papel azul-escuro. Dante abriu devagar, os dedos hesitantes.

- Um smartwatch - ele disse, a voz surpresa.

- Achei que combinava com você. - Lorena completou.

Ele tirou o relógio antigo do pulso e colocou o novo. Os olhos percorreram o mostrador, os dedos tocaram a pulseira.

- Obrigado - disse, baixo. - É perfeito.

Lorena sorriu, aliviada.

Mas o sorriso dele ainda não alcançava os olhos.

A festa terminou depois da meia-noite.

Os convidados foram embora aos poucos, até restarem apenas Helena, Lorena, Theo e Dante, que agora mal conseguia ficar em pé.

- Eu ajudo a levar ele - Theo se ofereceu.

- Não precisa - Lorena respondeu, confiante, da última vez foi fácil. - Eu consigo.

Theo a observou por um segundo.

— Ele bebeu muito mais hoje. — Theo conteve o que realmente queria dizer: da última vez, foi encenação. Agora não.

- Tudo bem.

Theo hesitou, mas acabou cedendo. Ajudou a colocar Dante no táxi e se despediu.

- Qualquer coisa, me liga.

- Vou ligar.

A porta do táxi fechou.

Lorena percebeu o erro assim que tentou mover Dante no banco. Ele estava pesado - muito mais pesado do que da última vez. O corpo dele parecia de chumbo, e cada movimento exigia um esforço que ela não estava preparada para fazer.

- Dante - chamou, tentando endireitá-lo. - Dante, acorda.

Ele murmurou algo ininteligível e se aconchegou no ombro dela.

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