No caminho de volta.
Gualter quebrou o silêncio:
— Um é o King, a outra é a Tempestade. Os dois maiores gênios da rede que dominaram a internet anos atrás... e encontrei ambos de uma vez só. Já valeu a pena esta vida.
— Menos adulação — cortou Afonso.
— Ainda com ciúmes?
Afonso parou de chofre.
— Eu tenho ciúmes?
Gualter assentiu com seriedade.
— Bastante óbvio.
Um músculo tensionou no rosto de Afonso.
— Eu não estou.
Gualter assentiu novamente.
— Se o King diz que não, então não.
Afonso cruzou os braços.
— Amanhã pedirei ao meu assistente para encontrar um lugar para você morar. Seu salário será adiantado. Se precisar de algo, fale diretamente com o meu assistente, José.
Gualter continuou concordando com a cabeça.
— O recado é: não devo procurar a senhorita Naiara?
— Ela é muito ocupada.
— Certo. Se o King diz que ela é ocupada, então ela é ocupada.
Eles caminharam mais um pouco em silêncio.
E então, Gualter soltou mais uma de suas pérolas:
— Você gosta dela.
Não era uma pergunta.
Era uma afirmação.
Afonso parou de andar.
— Somos apenas bons amigos.
Gualter entortou a boca.
— A sua definição de 'bons amigos' é bem ambígua.
— Você fala demais.
Gualter assentiu com um ar pensativo.
— Parece que sim. Não gostou?
— Diga o que deve ser dito. O que não deve, cale-se.
— E o que deve e o que não deve ser dito?
— Tudo que diz respeito a ela, e a mim com ela, não deve ser dito.
Gualter fez que sim com a cabeça mais uma vez.
— Traduzindo: não posso prestar muita atenção na senhorita Naiara, nem contar aos outros que você gosta dela. É isso?
Afonso apertou os lábios, lançando-lhe um olhar gélido de advertência.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...