— Não precisa. Daqui para frente, o Breno não precisa mais andar atrás de mim.
Afonso franziu o cenho.
— Não. Podemos negociar qualquer outra coisa, mas isso não.
Desta vez, Naiara manteve-se firme.
— Realmente não tem mais problema. O Wilson Fontana já foi preso, a poeira baixou e está tudo resolvido. Não vai acontecer nada. E além do mais...
As próximas palavras eram difíceis de sair.
Porque iam contra a sua consciência.
— Além do mais, não gosto de ter alguém me seguindo o tempo todo. Fico constrangida.
Afonso apertou os lábios, o olhar parando no tempo por um instante.
— Está bem. Você quem sabe.
Quando ele se virou, Cícero já havia se afastado sem nem dizer tchau.
Afonso olhou para as costas do amigo e riu:
— Ele é assim mesmo, não leve a mal.
O sorriso de Naiara foi um pouco forçado.
— Eles são realmente muito leais a você.
Afonso assentiu:
— Sim. O mundo inteiro pode me trair, mas ele e o Fábio jamais fariam isso.
Naiara perguntou num tom casual:
— Então, as pessoas em quem você mais confia são eles dois?
Afonso respondeu sem hesitar:
— E você.
Naiara paralisou. De repente, sentiu um aperto sufocante no peito.
O alerta de Zuleica e o aviso de Cícero haviam bagunçado a sua paz.
— Afonso...
— Hum?
Naiara hesitou por um longo tempo.
— Nada. Vamos... vamos voltar.
— Vamos.
Ela queria perguntar cara a cara.
Mas as palavras não saíam da garganta.
Ele nunca havia declarado nada diretamente, então como ela poderia cobrar alguma coisa?
No caminho, Afonso perguntou:
— O que você e o Cícero estavam conversando?
Naiara disfarçou perfeitamente:
— Nada demais. Você sabe como ele é, não é muito de conversa.
Afonso concordou:
— É, ele fala pouco mesmo.
Naiara pensou com seus botões:
*Ele não falou pouco, não. E cada palavra foi para arrancar sangue.*
Ao chegarem à garagem, Naiara finalmente se lembrou de que haviam esquecido Fábio e José no clube.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...