[Recebi as coisas que você mandou.]
Nenhuma resposta veio.
Naiara largou o celular e foi para o banheiro se preparar para dormir. Quando voltou e olhou novamente, a mensagem de Afonso já havia chegado.
[Eu estava no banho. Me avise quando terminar de comer.]
Os dedos de Naiara pairaram sobre a tela do celular por um longo tempo.
[Sempre faço você comprar essas coisas. É melhor eu te pagar por elas.]
Afonso: [Não precisa. Considere como um presente meu, como padrinho do bebê.]
Naiara: [Mas você manda coisas toda vez, eu realmente fico sem graça. Não posso ficar tirando proveito da sua boa vontade para sempre.]
Afonso: [Na verdade, eu comprei para mim mesmo. Quando me der vontade de comer a comida da Felícia, eu passo aí.]
Aquela desculpa era esfarrapada demais...
Naiara mordeu o lábio inferior, decidida.
[Se você não aceitar o dinheiro, então eu não quero mais. Não gosto de receber as coisas dos outros de graça.]
Dos outros...
Afonso olhou para aquelas duas palavras por um longo tempo. Só depois de fumar um cigarro inteiro é que ele finalmente respondeu.
[Tudo bem. Amanhã vou pedir ao José para calcular o valor dessas últimas vezes e te aviso.]
A resposta dela veio rápido.
[Certo. Desculpe o incômodo.]
Quando José se aproximou e viu que a expressão de Afonso não estava boa, perguntou com preocupação:
— Patrão, o humor não está bom de novo?
Porque o patrão deles só fumava quando estava com o humor péssimo. Mas nunca fumava na frente de Naiara.
Afonso massageou as têmporas.
— Amanhã você calcula o valor total dos produtos da fazenda que mandamos para a Felícia e entrega a conta para a Naiara.
José achou muito estranho.
— Calcular isso para quê? Vai cobrar dinheiro da minha deusa?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...