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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 475

Uma onda de xingamentos atravessou a mente de Naiara como uma manada em debandada.

Desde quando essa oportunidade dependia da decisão dela?

No passado, até para pedir dez mil a Carlos, ela recebia olhares de desprezo.

Cinco milhões?

Conta outra.

Se ele tivesse ligado para Fábio, Isadora ou Afonso, qualquer um deles... Naiara tinha certeza de que pagariam os cinco milhões.

Mas o infeliz tinha que ligar logo para o Carlos.

Que diferença fazia entre isso e sentenciá-la à morte?

Naiara começou a ganhar tempo de propósito.

Embora não soubesse se alguém viria resgatá-la.

Cada minuto conquistado era uma vitória.

— Você disse há pouco que tem uma filha?

A palavra "filha" pareceu tocar num ponto sensível do homem.

E também em sua dor mais profunda.

— Sim... Mas, pelo visto, ela logo vai se juntar à mãe dela no outro lado.

Aquilo soava como mais uma história trágica.

— A mãe dela morreu há muitos anos, e ela sempre viveu comigo. Quem diria que no ano passado descobririam um problema no coração dela? Até agora, já gastei todo o dinheiro que eu tinha, e ainda não é suficiente.

— Ouvi daqueles médicos sanguessugas que ela vai precisar de umas três ou quatro cirurgias no total. Vai custar centenas de milhares.

— Usaram um monte de material importado, e o plano cobriu uma miséria. O resto foi tudo do meu bolso. Que merda de roubo.

Apesar dos palavrões e das reclamações, ficava claro que o homem amava a filha profundamente.

Se não fosse assim, não teria esgotado todas as suas economias.

Naiara indagou: — Então, você está fazendo isso pela sua filha?

— Não tive escolha. Era o único jeito de conseguir dinheiro rápido. Se não, minha filha morre.

— E você já parou para pensar que, se eu morrer, você também não escapa vivo?

O bandido cuspiu no chão.

— Foda-se se eu morrer! Desde que minha filha viva, que se dane! De qualquer forma, já cansei dessa vida!

As mãos de Naiara, escondidas nas costas, não paravam de se contorcer com força.

Infelizmente, os nós estavam apertados demais, e ela ainda não havia conseguido afrouxá-los.

Para não chamar a atenção do sequestrador, ela continuou a conversa.

— Quantos anos tem a sua filha?

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