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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 68

Carlos olhou para aqueles olhos lacrimejantes. Apesar da irritação latente, seu coração acabou cedendo.

— Pronto, chega de choro. — A mão dele secou as lágrimas dela.

— Estive muito ocupado nestes últimos dias, por isso não passei tanto tempo com você e com o bebê. Terei mais cuidado daqui para frente, vou tentar arrumar um tempinho para vocês. —

— E pare de pensar bobagens. Não trato você bem só porque teve o César. Eu faço isso porque você é a Adriana, porque... —

Porque ela era a mulher com quem ele queria ter se casado.

Mas essas palavras não conseguiram escapar dos lábios de Carlos.

Sem ouvir o que realmente desejava, Adriana sentiu uma ponta de decepção.

— Tudo isso que você disse... é verdade mesmo? —

Carlos respondeu com um tom brando:

— Bobinha, quando foi que eu menti para você?

Adriana atirou-se em seus braços de uma vez.

— Carlos, ouvir isso de você me deixa tão aliviada. —

Carlos deu tapinhas leves nas costas dela para reconfortá-la.

— Não chore mais. Vai acabar fazendo mal aos seus olhos.

Aninhada, Adriana agiu com manha:

— Eu também não queria chorar. Eu suportaria qualquer tristeza no mundo, mas não sei o porquê, a única que eu não consigo aguentar é a tristeza de ser magoada por você, Carlos.

— Carlos, será que você me deixou mimada demais? —

No dia seguinte, ao sair do quarto, Naiara viu Adriana sentada no sofá da sala de estar.

Sinceramente, essa mulher não teve um pingo de compostura desde que começou o resguardo pós-parto.

Naiara não tinha a menor intenção de lhe dar trela.

— Cunhadinha. —

Adriana a chamou.

Naiara virou-se, gélida.

— O que você quer?

Adriana levantou-se, o rosto coberto por uma falsa expressão de culpa.

— Desculpe-me. Fui eu quem escondeu a verdade sobre o César do Carlos. A avó e a mãe não sabiam de nada, então, por favor, não as culpe. —

Naiara sentiu o estômago revirar. Queria muito arrancar aquela máscara asquerosa do rosto de Adriana.

Mas não podia.

A falta de paciência em coisas pequenas arruinaria seus grandes planos.

— Você não precisa admitir, não faz diferença. Porque eu não me importo nem um pouco. —

— Eu não dou a mínima para o que aconteceu entre você e o meu marido. Porque, enquanto eu estiver aqui, você nunca passará de uma amante barata. —

— Afinal, sou a esposa legítima de Carlos, com papel passado. E você, como toda a alta sociedade sabe, é apenas a cunhada viúva dele. —

A expressão de Adriana foi desmoronando, ficando cada vez mais pálida e feia.

Era verdade! Aquela foto havia sido enviada por ela.

Adriana ordenara que tirassem fotos dela e de Carlos entrando em um hotel de luxo apenas para provocar Naiara.

Para jogar na cara dela que Carlos nunca a amara.

O que Adriana jamais poderia imaginar era que a foto fosse ignorada, como uma pedra atirada no oceano, sem causar a menor reação.

Será que essa mulher realmente não se importava?

O sorriso de Naiara era carregado de intenções ocultas.

— Para ser sincera, estou bastante curiosa para ver se o meu marido seria homem o suficiente para ignorar a pressão social e se casar com você, custe o que custar. —

Adriana encarou aquele sorriso cheio de desprezo, tremendo de raiva.

Naiara, por outro lado, sorria radiante.

— Quer que eu te dê umas dicas? —

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