Entre quatro paredes(Completo) romance Capítulo 46

O tempo passou voando, já comemorávamos nosso primeiro ano em Londres.

Daniel crescia cada vez mais rápido depois do primeiro mês, depois três, quatro, cinco, seis meses. Ele já não era tão chorão como antes, dormia a noite inteira, eu me orgulhava do meu pequeno. Às vezes ele olhava para mim carregando tanta ternura que fazia meu coração acelerar, aqueles pequenos olhos verde esmeralda me cativaram cada dia mais.

— Como assim você ainda não fizeram nada? — Beatriz pergunta incrédula.

Eu olho feio para ela enquanto procuro os mordedores do Daniel espalhados pela casa.

— Porque eu ainda não tive tempo.

— Tempo para transar? Meu deus, Alice. O pobre Guilherme deve estar subindo pelas paredes.

Coloquei o Daniel na cadeira e dei o mordedor para ele que logo levou para a boca, os primeiros sinais de dentes estava aparecendo.

— Eu ainda estou inchada!

— Tem alguma coisa a ver com o...

— Não! Meu deus, eu nem penso mais nele. — Coloco as mãos na cintura — desde quando a minha vida sexual lhe diz respeito?

Guilherme me ajudava em tudo, nós formávamos um belo casal, mas nossa vida sexual estava no brejo. Nós nunca transamos, sempre quando tínhamos uma oportunidade o mundo conspirava a nossa volta e tudo dava errado.

— Vamos a uma loja de lingerie!

— O que? Não! Você não ouve o que eu digo?

Ela segura em meus braços e me balança.

— Alice, deixe de ser tão puritana!

— Meu corpo ainda não está bonito, eu estou inchada, Bea. — Resmungo. — Esses seios gigantescos!

— Pare de ser tão reclamona. Você está linda, Alice. Fora que seus seios estão divinos!

— Tem o Daniel também. — Procuro pela mamadeira encima da pia — essa mamadeira nunca está no lugar dela. ─ Resmungo.

— Eu posso ficar com ele.

Eu balanço a cabeça e ela faz bico.

Seria uma boa ideia surpreender o Guilherme, fazia tempos que nós nem tínhamos preliminares.

— Tudo bem...

Beatriz comemora.

— Mas, eu não quero nada muito mirabolante.

— Mirabolante? — Ela finge estar ofendida — Logo eu? Um poço de descrição. Já sei aonde vamos.

Após o almoço, deixei Daniel sob os cuidados de Anne e fomos para a loja.

O interior dela fez a minha cabeça girar, a cor mais predominante era vermelha. Vi os olhos de Beatriz se iluminarem com a variedade de vibradores.

— Posso ajudar? — Uma vendedora pergunta.

— Anh, sim! Eu e a minha amiga — ela me puxa e eu solto um sorriso amarelo — queremos uma lingerie sensual.

— O que tem em mente?

— Algo não muito vulgar, mas também não muito certinha.

A mulher sorrir.

— Já sei.

Ela nos puxa para uma sessão apenas de roupas íntimas. Beatriz pega uma cueca com uma tromba de elefante na frente e mostra para mim com um sorriso maroto.

— Que coisa horrível! — Digo envergonhada.

— Não é tão terrível assim, achei fofo.

Balanço a cabeça.

A atendente volta ao nosso encontro com algumas peças íntimas nas mãos. Dentre elas, haviam cores variadas de lingeries.

Eu observei timidamente cada uma delas. No fim, compramos um lingerie vermelha com laços na frente, nada muito extravagante, mas completamente fora de órbita para mim.

Quando finalmente chegamos em casa, eu experimentei a peça. As coisas no meu corpo pareciam fora de sintonia, eu já não era a mesma. Tinha uma boa quantidade de estrias na minha bunda, os seios três vezes maiores quase saltando do pobre sutiã.

— Não sei não... acho que vou desistir dessa ideia maluca.

Beatriz revira os olhos.

— Você está uma puta gostosa! Use com confiança, é para o Guilherme.

— Está bem! Vou usar. — Digo me dando por vencida.

Tentei fazer algo diferente antes dele chegar. Passei uma maquiagem, fiz cachos nos cabelos e coloquei algumas luzes para deixar o clima mais agradável. Quando finalizei tudo, Beatriz já estava assistindo algo com Daniel.

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