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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 196

Odete estava em seu quarto, dormindo profundamente, quando foi despertada pelo som de gritos vindos do outro lado do apartamento. Assustada, abriu os olhos no mesmo instante.

— Meu Deus…

Levantou-se depressa da cama e, sem nem calçar direito os chinelos, caminhou apressada pelo corredor.

Ao se aproximar do quarto de Sara, seu coração já batia acelerado. Empurrou a porta, entrou e o que viu fez seu corpo gelar.

Sara estava na cama, visivelmente abalada, Renato ao lado dela, tentando acalmá-la, e Lorena caída no chão.

— Senhor Renato… o que aconteceu aqui? — perguntou, atônita.

Sem perder tempo explicando, Renato apenas se virou para Odete, com o rosto sério e a voz firme.

— Odete, liga para uma ambulância agora.

A urgência no tom dele fez com que ela assentisse imediatamente.

— Sim, senhor.

— E chama a polícia também — completou ele, olhando rapidamente na direção de Lorena. — Agora.

Odete arregalou os olhos, mas não questionou.

— Já vou ligar. — Disse, saindo apressada do quarto, pegando o celular no caminho.

— Renato… não! — disse Lorena, com a voz trêmula, ao perceber o que ele havia ordenado. — Não chame a polícia… por favor. Nada disso é o que você está pensando!

Ao ouvir aquilo, ele ficou imóvel por um segundo. Então, com extremo cuidado, ajudou Sara a se deitar melhor na cama, ajeitando o travesseiro sob sua cabeça.

— Fica aqui… — disse, em tom mais baixo, tentando transmitir segurança. — Eu já volto.

Sara segurou levemente a mão dele, ainda abalada, mas assentiu.

Ele se levantou e, no instante seguinte, caminhou na direção de Lorena, furioso.

Quando parou diante dela, seus olhos estavam duros.

— Não é o que eu estou pensando? — repetiu, com a voz alterada.

Lorena tentou se erguer um pouco, apoiando-se no chão.

— Eu posso explicar, Renato, eu…

— EXPLICAR O QUÊ?! — gritou, fazendo-a se encolher.

Passou a mão pelos cabelos, completamente fora de si.

— Você acha mesmo que eu imaginei alguma coisa?!

Se inclinou um pouco na direção dela, encarando-a de perto.

— Eu vi com os meus próprios olhos o que você estava fazendo.

No mesmo instante, Lorena começou a chorar.

— Não era para chegar a esse ponto…

— Não era para chegar a esse ponto? — repetiu ele, incrédulo. — Você estava tentando matar a Sara!

Incapaz de sustentar o dele, Lorena desviou o olhar.

— Você passou de todos os limites e vai pagar por isso.

Ela voltou a olhar para ele, mas dessa vez, o desespero pareceu se dissipar. No lugar dele… surgiu algo mais frio. Ela parou de chorar, lentamente, ergueu o olhar e, quando falou novamente, sua voz havia mudado completamente.

— O que você viu nessa mulher? Me diz?

Sua voz se tornou estranha e gélida.

Renato franziu o cenho, percebendo a mudança.

— Lorena…

Mas ela o interrompeu.

— Eu realmente quero entender.

Ignorando a dor, ela se apoiou no chão, tentando se levantar.

— Porque eu fiz tudo certo. — Um sorriso leve e perturbador surgiu em seus lábios. — Sempre estive ao seu lado. Sempre fui tudo o que você precisava.

Deu um passo na direção dele.

— Enquanto ela… — lançou um olhar carregado de desprezo para Sara — não passa de uma garota sem graça, que surgiu do nada e não fez coisa alguma.

— Eu estou bem — respondeu Sara, ainda abalada, mas firme.

Como ela recusou ser levada, os paramédicos se despediram e foram embora.

Quando tudo se acalmou e ficaram novamente sozinhos, Renato se aproximou da cama onde Sara estava sentada, ainda tentando processar tudo.

— Não precisava ter chamado a ambulância — disse ela, em voz baixa.

Ele a encarou, sem hesitar.

— Claro que precisava. — Deu mais um passo à frente. — Eu me preocupo com você, Sara. Tudo o que quero é ter certeza de que você está bem.

Ela sustentou o olhar dele por alguns segundos, em silêncio.

Então perguntou:

— Por que você veio aqui… a essa hora?

Por um instante, ele pareceu hesitar, mas então decidiu não esconder.

— Porque eu não consegui ficar longe de você.

As palavras saíram diretas e sinceras, fazendo com que Sara sentisse o coração disparar.

— Eu sei que você quer ficar sozinha… — continuou ele, com a voz mais baixa. — E eu entendo isso.

Deu mais um passo, parando próximo à cama.

— Mas eu tenho medo.

Ela franziu levemente o cenho.

— Medo de quê?

Ele a encarou com intensidade.

— De que algo aconteça com você.

O silêncio se instalou por um instante.

— Então… — continuou ele, quase em um tom de súplica — eu te imploro. — Seus olhos não se desviavam dos dela. — Nem que seja para ficar aos pés da sua cama… como um cachorro. Me deixa ficar com você.

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