Com o aval de Sara para a mudança, Renato não perdeu tempo. Com a ajuda de sua amiga corretora, Kelly, começou a procurar casas térreas, com bastante espaço, onde pudessem viver com mais liberdade. Buscava um lugar onde Léo pudesse crescer solto, brincar ao ar livre… e onde, no futuro, também houvesse espaço para os outros filhos que ainda viriam.
Em poucos dias, Renato já tinha separado algumas opções que considerava ideais. Casas amplas, com quintais grandes, algumas com jardins bem cuidados, outras mais simples, mas com um potencial enorme para se tornarem exatamente o lar que imaginavam. Ele fez questão de não decidir nada sozinho. Queria que Sara participasse de cada escolha, de cada detalhe.
Numa manhã tranquila, chamou-a para sair.
— Separei algumas casas para a gente ver hoje — disse, entregando a chave do carro a ela com um leve sorriso. — Quero saber qual faz mais o seu estilo.
Surpresa, Sara arqueou a sobrancelha.
— Você já adiantou tudo, né?
— Só o começo — respondeu ele. — A decisão final é sua.
Ela sorriu de leve, pegando a bolsa.
Depois de tudo o que aconteceu quando Odete ficou sozinha cuidando de Léo, Sara decidiu que não arriscaria mais. Contratou duas babás: uma para o período do dia e outra para a noite. Assim, garantia que o filho estivesse sempre bem assistido, sem sobrecarregar ninguém.
Além disso, não queria que Odete carregasse tudo sozinha novamente. Com o tempo, a relação entre as duas havia mudado. O que antes já era bem próximo, se transformou em algo muito mais íntimo. Havia carinho, confiança, como se fossem da mesma família.
— Então vamos.
Eles deram um beijo no filho e saíram do apartamento.
A primeira casa ficava em um bairro mais afastado, com ruas arborizadas e um silêncio que já agradou Sara logo de cara. Ao entrar, encontrou uma sala ampla, janelas grandes e um quintal nos fundos com espaço suficiente para uma área de lazer.
— É bonita — comentou, caminhando devagar pelo espaço. — Mas parece grande demais.
Renato observava cada reação dela.
— A ideia é justamente essa — respondeu. — Espaço para crescer.
Ela assentiu, mas não parecia totalmente convencida.
A segunda casa tinha um estilo mais aconchegante. Menor, mas bem distribuída, com um jardim na frente e árvores nos fundos. Sara se demorou mais ali, passando a mão pela bancada da cozinha, olhando os detalhes.
— Essa eu gostei — admitiu.
— Imaginei — disse ele, sorrindo.
— Mas ainda quero ver as outras — completou ela, virando-se para ele.
— Claro.
A terceira casa era mais moderna, com grandes portas de vidro e um quintal integrado à sala. Era bonita, elegante, mas faltava algo.
Sara ficou alguns segundos em silêncio.
— Não sei… — disse, por fim. — Parece mais uma casa de revista do que de família.
Renato riu baixo.
— Também senti isso.
Saíram dali e seguiram para a última opção do dia. Assim que chegaram, Sara já sentiu algo diferente.
Não era a maior, nem a mais moderna, mas tinha um charme próprio.
A fachada era simples, com um jardim bem cuidado, uma varanda discreta e, ao fundo, um quintal amplo, com uma árvore grande que fazia sombra.
Ao entrar, sentiu uma sensação acolhedora, que não conseguia explicar.
Ela caminhou devagar, olhando cada canto. Parou no quintal, olhou para a árvore, depois para Renato.
— Consigo imaginar ele correndo aqui — disse, com um sorriso leve.
Acompanhando o olhar dela, ele respondeu:
— Eu também.
Ela deu mais alguns passos, absorvendo o lugar.
— E consigo imaginar a gente aqui.
Ao ver o quanto a esposa estava à vontade naquele lugar, questionou:
— Então, é essa?



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esposa substituta: Prometo te odiar!