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Grávida e presa, ela voltou para se vingar romance Capítulo 10

“Volte amanhã de manhã, por volta das nove e meia. O anel vai aparecer então”, disse Tess com calma.

Jessie, exausta depois de um dia inteiro procurando, sentiu a esperança reacender diante da confiança serena de Tess.

“Tem certeza?”

Ela observou a jovem de cima a baixo. A mulher usava o uniforme de limpeza e carregava um bebê nos braços.

Era uma mãe solteira varrendo ruas. Claramente, vivia na miséria.

E, ainda assim, havia algo na postura dela que não combinava com sua aparência.

Jessie ficou desconfiada.

Será que essa mulher encontrou o anel e escondido?

“Jura? Se eu vier amanhã, vou receber o anel de volta?”

“Sim”, garantiu Tess, com firmeza.

“Qual é seu sobrenome, mocinha?”

“Ember.”

Jessie assentiu. “Certo, Ember. Vou dar um voto de confiança, pelo bem do seu bebê. Mas se esse anel não aparecer, você não sairá impune.”

Levantou-se do banco com a ajuda de um segurança.

Quando Jessie se afastou, Tess olhou para o limpador que descansava ali perto. Carl era um rapaz comum, sem família nem ninguém por ele. Vivendo de favores.

O carrinho dele estava largado na calçada, enquanto ele dormia esparramado em um banco, com a cabeça coberta pelo casaco.

Carl era sobrinho de Esther.

Tess pensou em Esther, a mulher que a acusou injustamente e cortou seu salário sem motivo.

Dessa vez, ela estava apostando alto.

Ao entardecer, o céu começou a escurecer, e as luzes da rua se acenderam uma a uma.

Sob uma delas, uma silhueta magra trabalhava sem descanso na calçada.

Tess já tinha limpado quase todo o quarteirão. Faltava pouco para poder levar Layla pra casa.

Ela varria as últimas folhas quando ouviu uma voz atrás dela alta, arrogante e cheia de autoridade.

“Ei, você aí! A do bebê! Vem aqui e limpa o meu lado também! Está ouvindo?”

Uma chuva de cascas de pistache caiu aos pés dela.

Do outro lado da faixa de grama que dividia a rua, Tess viu Carl sentado, com um sorriso presunçoso. As roupas limpas contrastavam com a sujeira ao redor. Ele estava largado no banco, pernas abertas, com um saquinho quase vazio de pistaches ao lado.

Tess piscou, com uma expressão inocente. “Desculpa, te conheço?”

Carl franziu o cenho e zombou: “Esther Frost é minha tia. Agora lembrou?”

Ele empurrou uma vassoura com o pé em direção a ela. “Vai limpar essa área toda. Quando terminar, me avisa. Se te pegar enrolando, faço minha tia te demitir na hora.”

Em seguida, pegou o celular e começou a rolar vídeos, rindo de uma transmissão ao vivo de uma garota dançando na tela.

Tess viu de relance o nome de usuário dele, era o principal doador do canal.

...

Ela pegou a vassoura e começou a limpar a rua.

O tempo na prisão tinha lhe ensinado uma coisa: obediência era sobrevivência. Se fizesse o que mandavam e não respondesse, talvez não se machucasse.

E, por isso, ao comando de Carl, ela abaixou a cabeça e começou a varrer, sem ousar parar ou respirar fundo. Tinha medo de que qualquer vacilo rendesse um soco.

Mas, depois de alguns minutos, algo dentro dela se rompeu. O que estava fazendo?

Ela estava livre agora. E mesmo assim, pessoas como Carl e Esther ainda podiam pisar nela como se fosse nada.

A garganta queimava de sede.

Pegou a garrafa d’água na bolsa e começou a desenroscar a tampa.

De repente, uma mão arrancou a garrafa dela.

Carl deu um gole longo, bebendo metade, e limpou a boca na manga.

“Por que está bebendo? E o que é que está olhando? Quanto mais rápido terminar de varrer, mais cedo vou pra casa. Por sua culpa estou perdendo a live! Anda logo!”

Carl jogava pistaches na boca, um atrás do outro, engolindo com a água que havia tomado de Tess. À medida que o céu escurecia e o frio aumentava, ela o olhava com um ódio contido.

Mas não ousava reagir. Ele era grande e forte. E ela tinha Layla nos braços. Se houvesse uma briga, seria massacrada.

Carl esvaziou a garrafa e atirou o plástico vazio aos pés dela, voltando a encarar o celular enquanto murmurava obscenidades sobre as garotas dançando.

A expressão de Tess não mudou.

O olhar estava calmo, quase frio, enquanto segurava Layla com firmeza.

Ela não podia fazer nada ainda. Mas talvez no dia seguinte, se aquela senhora cumprisse o que prometeu, Carl teria o que merecia.

De repente, ele se endireitou no banco, com o rosto se contorcendo de desconforto.

“Que dr*ga... Agora não! Você fez alguma coisa comigo?”, ele gritou, apertando o estômago enquanto um ruído alto veio de dentro. Ele cruzou as pernas, em desespero, prestes a perder o controle.

Então é isso...

Capítulo 10 Tudo depende dela 1

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