Embora não fosse exatamente um grande escândalo, para um instituto de pesquisa que acabou de começar suas operações em Crorus, ainda assim era um golpe pesado.
“Por isso vou te incomodar com esse caso.”
Steven entregou a ela alguns documentos de evidência.
Quando o assunto passou para sua área profissional, a expressão de Tess se tornou séria.
O rosto dela se firmou, e ela assentiu. “Entendido. Só preciso de um tempo.”
Steven concordou na hora, sem a menor hesitação.
Como diretor do instituto, não havia nem sombra de preocupação em seu olhar.
Ninguém conhecia melhor do que ele o quanto Tess era formidável no campo jurídico.
Os dois conversaram até o entardecer.
Steven pretendia levá-la para jantar antes de deixá-la em casa, mas foi chamado às pressas para resolver uma situação urgente.
Sem alternativa, deixou que ela voltasse de táxi.
Tess não se incomodou.
Quando chegou à Mansão Evermount, a noite já havia caído.
Assim que abriu a porta, apressou-se em direção ao quarto.
O dia foi longo e cheio, e ela ainda não tinha tido tempo de ver Layla.
Um aperto de culpa subiu em seu peito.
A infância difícil a ensinou a valorizar cada momento ao lado da filha.
Pensando nisso, Tess acelerou os passos, mas parou no meio do caminho ao ouvir uma voz masculina e profunda vinda da sala.
“Por aqui.”
Finn ergueu o olhar, os olhos escuros fixando-se nela.
A expressão de Tess mudou, e seus passos congelaram.
Ela franziu a testa ao ver a cena no sofá.
Layla estava aninhada tranquilamente nos braços de Finn, soltando pequenos sons suaves, os olhinhos escuros, como uvas brilhantes, se apertando num sorriso feliz.
Tess conhecia bem a filha... Aquele era o seu ‘rosto de conforto’.
O olhar dela deslizou para Finn, e uma suspeita surgiu em seus olhos.
Os ombros largos dele faziam Layla parecer ainda menor, quase como uma boneca de porcelana. A diferença de tamanho era gritante, mas de algum modo... Havia harmonia ali.
O peito dela se apertou.
Seria isso... Laço de sangue?
Seus olhos vacilaram, mas logo ela disfarçou a emoção.
“Sente-se.”
Finn arqueou uma sobrancelha e indicou o sofá à frente.
Mas Tess apenas apertou os lábios e, num movimento rápido, tirou Layla dos braços dele.
Só depois que a pequena estava segura em seus próprios braços é que se sentou.
Sem o calor e o peso da criança em seu colo, a presença de Finn pareceu ficar subitamente mais fria.



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