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Grávida e presa, ela voltou para se vingar romance Capítulo 2

O vento soprou de repente. As pétalas se desprenderam das árvores, cobrindo o tapete cinza.

Quando Finn entrou pela porta, foi recebido pela visão daquelas pétalas vermelhas e delicadas girando no ar, entrando pela janela aberta.

A brisa fria encheu o quarto, trazendo um perfume suave, mas a pessoa que ele esperava encontrar ali… Não estava.

Ele caminhou até a janela e a fechou com um estalo seco.

O vento cessou, mas o aperto em seu peito não.

Ficou parado aos pés da cama, com seu corpo rígido. Uma das mãos pressionava os lençóis escuros, enquanto a outra esfregava a testa com força.

Por que ele estava esperando vê-la? Ela não era nada.

Mesmo que morresse, isso não teria nada a ver com ele. Foi ela quem escolheu não voltar.

Mas algo no ar permanecia, um leve vestígio de um perfume conhecido. Quase sumindo com a corrente fria, mas ainda assim suficiente para mudar a expressão dele quando o reconheceu.

“Quem esteve neste quarto?” Sua voz soou gelada. “Quero ver as funcionárias!”

Nos fundos da mansão, havia um portão escondido.

Maria Burn ajudava uma figura trêmula a sair apressada da propriedade e desaparecer na noite.

A mulher cambaleava um pouco por causa do bebê que segurava nos braços.

Layla dormia profundamente. Talvez o ar noturno estivesse frio demais, pois ela afundou o rostinho rosado contra o peito da mãe.

Tess a manteve junto de si, com o abraço firme e protetor.

Temia que Layla chorasse e as denunciasse, mas, como se percebesse o desespero da mãe, a bebê permaneceu quieta.

Tess ajeitou a pequena em seus braços e se virou para Maria.

“Obrigada por tudo.”

Maria era uma das poucas funcionárias antigas que ainda trabalhavam na mansão.

Anos atrás, Tess a ajudou em um momento desesperador. E agora, ela tinha voltado apenas para recuperar seus pertences, Maria retribuiu o favor, vigiando para garantir que nada acontecesse.

Ao longo dos anos, muitos empregados haviam ido embora, mas Maria permaneceu.

Sempre pensou que passaria o resto da vida trabalhando honestamente, cumprindo suas tarefas, economizando o suficiente para se aposentar um dia. Nunca imaginou que teria a chance de fazer algo realmente importante. E, ainda assim, ali estava ela, retribuindo Tess.

Maria sussurrou, com a voz embargada: “Se a senhora não tivesse me dado um emprego naquela época, teria morrido neste país estranho.”

Ela tentou enxugar as lágrimas que insistiam em cair. “Senhora Lock, a senhora sofreu demais.” Sem conseguir se conter fez a seguinte pergunta: “Tem certeza de que não vai voltar?”

Tess abaixou os olhos sem responder. Mas o silêncio dizia tudo.

“Acabou, Maria”, disse enfim. “Não quero ter mais nada a ver com ele. E não deixarei que ele descubra sobre Layla.”

A mulher suspirou, com o coração pesado. Concordou com um leve aceno e perguntou: “Conseguiu o que veio buscar?”

“Sim.” Tess ajustou a bolsa no ombro, certificando-se de que os documentos estavam seguros identidade, cartões, passaporte e o dinheiro que havia juntado com o próprio trabalho. Depois de três anos de esforço, conseguiu economizar três milhões.

Aquele dinheiro era dela por direito. Não havia tocado em nada que pertencesse a Finn. Nem um centavo.

“Peguei tudo, mas...”

Seu semblante se contraiu de preocupação.

Ela mal teve tempo de recolher os pertences quando Finn apareceu de repente, saindo do escritório. Não houve tempo de apagar os rastros.

Na pressa, Maria e Tess fugiram pela janela.

Tess não tinha certeza se haviam deixado algo para trás.

Só podia torcer para que Finn não percebesse nada. Tudo o que ela e Layla queriam era uma vida tranquila, comum longe de ameaças e sombras.

Maria pareceu entender o que se passava na cabeça dela, e seus olhos marejaram.

Ela empurrou Tess com suavidade em direção ao portão.

“Não tenha medo. Se algo acontecer, assumo a culpa. Não sou da família, mas até eu me enojava com a crueldade dele quando mandou você para a prisão.”

“Vá, senhora Lock. Cuide bem da sua pequena. E cuide-se também.”

Tess se virou, mordendo o lábio. “Maria, há mais uma coisa que quero te pedir.”

Mas a mulher já sabia. “Não precisa pedir. Esta noite nunca aconteceu.”

E com um clique firme, ela trancou o portão.

Pela pequena fresta, Maria ainda acenou uma última vez, com a mão enrugada tremendo de emoção. Havia tristeza em seu rosto.

Anos atrás, o próprio Finn quem havia contratado os melhores advogados para mandar a esposa para a prisão.

Finn, que nunca mais nos encontremos.

Por um instante, ela ficou imóvel. Depois balançou a cabeça com rapidez. “Eu… Não sei do que está falando”, respondeu trêmula. “Ninguém veio aqui esta noite. Não vi nada e não peguei nada.”

“Não vai falar, é?” Um dos guardas deu um passo à frente, prestes a agir.

Mas Finn levantou a mão. “Soltem-na.”

O segurança hesitou, confuso, mas obedeceu.

Maria soltou um suspiro de alívio. Talvez tivesse conseguido convencê-los.

Então veio a voz dele calma, porém cruel, ameaçadora.

Finn falou devagar: “Seu arquivo diz que você tem uma filha que mora em Aetheris. Casada há cinco anos, finalmente grávida. O marido dela é gerente intermediário, não é? Levou seis anos de trabalho para conseguir o cargo.”

“Um casal feliz, certo? Até te convidaram para passar as festas com eles. Me diga, o que aconteceria se eu o demitisse amanhã e o colocasse na lista negra da empresa? Nenhuma outra companhia o contrataria.”

“E quando ele descobrisse que foi por sua causa, por algo que você fez, o que sua filha e seu genro pensariam de você? O que aconteceria com sua família?”

“Arriscaria a felicidade deles para guardar esse segredo? Pessoas inteligentes sempre sabem fazer a escolha certa.”

Quando terminou, Maria estava em frangalhos.

O suor escorria de sua testa suas costas estavam encharcadas.

Ela encarou Finn apavorada.

Aquele homem poderoso e frio poderia destruir sua família como quem estala os dedos. Seus dentes batiam incontrolavelmente.

“Eu... Eu...”

“Onde a senhora Lock foi?”, ele perguntou outra vez, com voz baixa e mortal. “Você a ajudou?”

Ele sorriu de leve, mas não havia gentileza naquele sorriso, apenas gelo e uma profunda ameaça.

Se ela hesitasse mais um segundo, ele não teria piedade.

Diante do homem mais rico de Aetheris, um homem com influência ilimitada e um temperamento impossível de prever, Maria tremia. Suas mãos envelhecidas se ergueram em súplica. No fundo, sabia que não tinha escolha.

“Por favor, não machuque minha filha”, implorou, chorando. “Eu conto. Irei contar tudo.”

Finn parou no meio do passo.

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