Entrar Via

Grávida e presa, ela voltou para se vingar romance Capítulo 3

Dez minutos se passaram.

Maria desabou no chão.

“Já contei tudo o que sei. Por favor, não machuquem a Sra. Lock. Ela já passou por coisas demais. Ela...”

“Já passou por coisas demais?” A voz de Finn gotejava desprezo. “Com o status de Sra. Lock, ela ainda não estava satisfeita. Está jogando esse joguinho de gato e rato comigo. Será que ela realmente acha que pode vencer?”

Com um sorriso frio, ele se virou e saiu a passos firmes.

Atrás dele, o mar de seguranças se dispersou silenciosamente, sumindo como a maré que recua.

Maria ficou no chão gelado, corroída pela culpa.

Murmurou para si mesma: “Me desculpe, Sra. Lock. Foi o máximo que consegui fazer. Contei quase tudo... Menos o que realmente importa.”

No escritório.

“Sr. Lock, quer que a gente traga sua esposa de volta?”

O olhar de Finn estava sombrio, ameaçador.

Ele fez um gesto com a mão. “Não. Se ela quer fugir, que fuja. Congelem todos os bens dela cada propriedade, cada centavo em nome dela. Quero ver quanto tempo ela aguenta lá fora sem nada. Mais cedo ou mais tarde, irá voltar rastejando.”

Enquanto falava, a caneta-tinteiro em sua mão se partiu ao meio.

O assistente estremeceu diante de tamanha frieza.

“Mas a Maria disse que a Sra. Lock está desesperada por dinheiro. Tem certeza de que devemos deixá-la sem nada? Onde ela vai dormir? Como vai se alimentar?”

Finn lançou-lhe um olhar fulminante. “O que, não me diga que está sentindo pena dela? Que durma nas ruas e beba da sarjeta. Foi escolha dela. Está com dó de uma criminosa agora? Fala sério?”

Zane Black balançou a cabeça depressa, tentando se explicar: “Não é isso, Sr. Lock. Só acho que... Talvez seja muita crueldade.”

“Crueldade?” Os olhos de Finn se estreitaram. “Ela pensou nisso quando me vendeu pro meu maior rival? Se quer saber, ela cavou a própria cova.”

Ele arremessou a caneta quebrada contra a parede.

A tinta preta respingou no tapete e na parede. Uma tempestade se formava em seus olhos.

Zane abaixou a cabeça e suspirou baixinho.

No fundo, ele sabia que o Sr. Lock um dia amou verdadeiramente sua esposa.

Que desperdício.

...

“Senhora, chegamos a Mansão Evermount.”

O carro de aplicativo desacelerou diante de um condomínio de luxo.

Já passava da meia-noite, e Layla, continuava nos braços de sua mãe, ela se remexia inquieta.

Tess apalpou a fralda da filha, estava encharcada.

Se não trocasse logo, ia vazar pela roupa.

Lá fora fazia um frio cortante. Tess nem queria imaginar o que aconteceria se Layla pegasse um resfriado... Ou, pior, uma febre. O que ela faria então?

Antes de sair, percebeu que o último pacote de fraldas que trouxera da prisão havia acabado.

Ainda havia um pouco de leite em pó, mas mal o suficiente para três ou quatro dias.

Antes de entrar no condomínio, ela se virou em direção à lojinha de artigos infantis ao lado do portão.

A atendente, ao vê-la entrar com o bebê inquieto nos braços, correu até ela.

“Meu Deus, Sra. Ember! O que faz aqui tão tarde e nesse frio? Por favor, deixe que eu ajude. O que precisa? Empacoto e mando entregar na sua porta.”

A funcionária lembrava de tê-la visto mais cedo entrando na Mansão Evermount, um dos condomínios mais luxuosos da cidade.

Quem morava ali era rico, influente ou, no mínimo, alguém de destaque.

Naquela hora, Tess vestia roupas simples, segurando um bebê. Uma colega de trabalho até cochichou, achando que ela fosse alguma amante tentando garantir um lugar à mesa.

Mas ela se apresentou como Sra. Ember, dona de uma unidade na Torre C.

A Torre C ficava o topo do topo do empreendimento.

Quem diria? Aquela mulher, com roupas surradas e um bebê nos braços, era proprietária de um apartamento na Torre C?

A atendente imediatamente mudou de postura, cheia de respeito, e viu o segurança deixá-la entrar com toda a cortesia. Não resistiu a olhá-la mais uma vez... Depois outra.

De repente, sentiu vergonha das fofocas que havia espalhado.

Mesmo com a máscara cobrindo o rosto, Tess era linda corpo delicado, traços suaves e, acima de tudo, olhos grandes e expressivos. Como a lua: serenos e luminosos, de uma beleza tranquila.

“Vou levar três pacotes de fralda”, disse Tess.

“E duas caixas deste leite infantil e mais duas do leite de continuação da mesma marca.”

“Essas roupinhas de algodão, de 6 meses. Essa prateleira toda, pode embalar.”

Tess continuou pegando itens essenciais, empilhando-os.

Então, por fim, olhou para a atendente, que estava boquiaberta.

“Desculpe, é muita coisa?”

Era tanta mercadoria que seria preciso várias idas e vindas pra carregar tudo. Tess hesitou, desconfortável.

Estou incomodando a moça?

Antes, ela jamais pensaria assim. Mas depois do que viveu na prisão, passou a entender como a vida podia ser dura pra quem estava na base.

Lá dentro, ela tinha sido a mais humilhada. E, como Finn fez questão de ‘garantir’ que fosse bem tratada, isso só piorou... Ela virou alvo de todas detentas.

Agora, fazia de tudo pra não incomodar ninguém. Evitava olhares, evitava ajuda. Não queria dever nada a ninguém.

Seria possível que...

Mas... Ela não mora na Torre C? Como assim?

“Mais algum cartão, Sra. Ember?”

Tess ficou imóvel, vazia por dentro. “Não... Só esses.”

“Entendo. Então, sobre os produtos...”

“Pode deixar. Obrigada mesmo assim.”

Tess forçou um sorriso educado e virou-se para sair, arrastando os pés.

Como isso pôde acontecer? Tudo... Sumiu. Congelado. Era o meu dinheiro. Trabalhei por ele. Lutei por ele. Por quê? Por que ele tem esse direito?

“Sra. Ember, espere!”

Ela já estava quase na porta quando a atendente a chamou.

“Seu bebê está chorando. Acho que está com fome... Ou molhada. Temos amostras. Quer levar uma?”

O aviso trouxe Tess de volta à realidade. Ela olhou pra baixo.

Layla.

Tess a abraçou com força.

Poucos minutos depois, saiu da salinha de amamentação da loja.

Layla estava de fralda limpa, e a atendente lhe entregou uma sacola grande. “Aqui tem de tudo amostras de fraldas, de leite... Tínhamos umas latinhas promocionais também. Enchi o máximo que deu. Leve. É para o bebê.”

Tess hesitou. Não devia aceitar, mas... Era pra Layla.

Era isso. Ela podia passar fome, mas sua filha, não.

“Obrigada.” A voz dela falhou.

O nariz ardeu, os olhos se encheram.

Finn a tinha encurralado e tirado tudo dela. Mas uma estranha, uma simples atendente lhe estendeu a mão.

Ela havia amado o homem errado.

“Não foi nada”, disse a moça, gentil. “Não tenho filhos, mas não suporto ouvir um bebê chorar. E dá pra ver o quanto você ama a sua pequena. Está frio. Vá pra casa logo, cuide dela. Não importa o que esteja passando, Sra. Ember, aguente firme. Faça isso por ela.”

A moça pensava que Tess tinha brigado com a família.

Esses ricaços adoram congelar os cartões da esposa só porque brigaram com ela?

Homens assim são o pior tipo. Uns covardes.

Tess apertou Layla contra o peito e apressou o passo rumo a casa.

Estava frio, como a moça disse. Não podia deixar a filha congelar.

Mas agora, sem dinheiro e sem renda, como iriam sobreviver?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Grávida e presa, ela voltou para se vingar