Connor Hale?
Tess piscou diante do nome e levantou a cabeça. Do lado de fora da janela estava um homem alto, de postura impecável.
A primeira coisa que notou foi o cabelo dourado; depois, o terno... Elegante, caro, de quem carrega dinheiro e classe até no modo de respirar.
Ele virou um pouco o rosto, o suficiente para que ela visse o nariz afilado, o contorno firme das sobrancelhas e aquele ar estrangeiro inconfundível. A palavra ‘sofisticação’ parecia ter sido criada só pra ele.
A multidão congelou por meio segundo antes de explodir novamente.
“É o Connor! Você e a Tess se conhecem?”
“Você não estava em Kingsland? Como veio parar em Aetheris?”
“A Tess realmente está usando Cavrielle? Dá pra confiar na sua declaração?”
Os repórteres avançaram como um enxame, empurrando uns aos outros para chegar até ele, ainda mais agressivos do que tinham sido com Tess.
Connor ignorou todas as perguntas. Seus seguranças formaram uma muralha, afastando jornalistas e curiosos.
Ele ergueu a voz: “Cada palavra divulgada pela Cavrielle, inclusive a minha, é verdadeira. Vim pessoalmente a Aetheris para conhecer esta acionista que tanto contribuiu para o crescimento da nossa marca. Tenho enorme respeito por ela.”
Os seguranças abriram espaço, empurrando a multidão uns bons metros para trás.
Tess ainda se sentia como se estivesse dentro de um sonho, mas Connor foi direto até ela.
De perto, os traços dele eram marcantes... Pele clara, olhos azuis como o mar, daquele tipo que faz a gente esquecer de respirar.
Sim, ele era bonito. Não só ‘agradável de olhar’, mas o tipo de beleza que fazia o mundo desacelerar.
Ele caminhou com passos firmes, cada movimento controlado, o sorriso calmo e gentil.
Tess ficou imóvel por um instante. Havia algo familiar nele.
Ele se parece um pouco com o Marc. Mas... Os sobrenomes são diferentes.
“Olá, Sra. Tess.”
Ele se inclinou levemente, num gesto simples que, ainda assim, carregava peso.
Até os repórteres e curiosos atrás da barreira se entreolharam, atônitos. Instintivamente, abriram caminho. Toda a arrogância de antes desapareceu.
Connor não era qualquer um. Ele era o CEO da filial Crorus da Cavrielle, um dos nomes mais poderosos do mundo da moda de luxo.
Vê-lo tratar Tess com tamanha deferência fez cair muitos queixos.
“Olá, Sr. Hale.”
Tess saiu do carro, se endireitou e o cumprimentou com um leve aceno.
“Você tem sido uma acionista e parceira valiosa para a nossa marca. Espero que aceite nossas desculpas por termos demorado a nos pronunciar.”

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