No começo, Connor só queria proteger seus próprios interesses, apoiar aquela designer em ascensão que parecia uma verdadeira mina de ouro. Mas, depois de passar um tempo ao lado de Tess, precisou admitir que havia algo nela que o atraía, algo quase hipnótico.
Seus longos cílios esconderam o brilho repentino em seu olhar.
Tess, por outro lado, estava inquieta.
Levar Layla sem avisar tinha sido ousado. Nem todo mundo gostava de crianças, e isso poderia ser visto como falta de etiqueta.
Ela abaixou os olhos, prestes a se desculpar, mas Connor a interrompeu:
“Sra. Ember, posso perguntar qual é o seu estado civil atual?”
Tess congelou, levantando o olhar para encará-lo.
Ele tinha algumas rugas sutis nos cantos dos olhos, mas o olhar permanecia claro, luminoso, sem sinal de cansaço.
Não havia impaciência alguma em sua expressão. Pelo contrário, havia algo próximo da surpresa.
Tess balançou a cabeça por dentro, achando que devia estar imaginando coisas.
Respondeu suavemente: “Estou planejando o divórcio, mas ainda não defini uma data.”
Connor assentiu, e o olhar logo desceu para Layla, pousando no rostinho redondo da menina com pura ternura.
Aos quarenta anos, ele não podia ter filhos por causa da saúde, mas sempre amou crianças.
Ao descobrir que Tess tinha uma filha, sentiu uma alegria inesperada e junto dela, um impulso repentino.
Quis se casar com aquela mulher inteligente e encantadora.
Connor não conseguiu esconder o que sentia. Estendeu os braços para Layla e olhou para Tess, perguntando em silêncio: “Posso segurá-la?”
Naturalmente, Tess lhe entregou a filha.
Layla se comportou bem, aceitando o colo sem chorar.
A menina se aninhou contra ele, observando-o com curiosidade, e quase derreteu o coração de Connor. Era macia e quentinha, como um grande brinquedo de pelúcia.
A admiração dele era evidente, ainda que seus gestos fossem um tanto desajeitados, afinal, era a primeira vez que segurava uma criança. Ainda assim, cuidava para mantê-la segura em seus braços.
Tess não conteve um riso leve ao ver aquele homem normalmente tão controlado e racional ficar perdido com um bebê. A cena aqueceu o coração dela.
Connor logo se adaptou, segurando Layla com mais naturalidade. A menina parecia gostar dele também, rindo baixinho enquanto ele a balançava de leve.


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