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Grávida e presa, ela voltou para se vingar romance Capítulo 483

Ela nunca teve a intenção de deixar Violet vir junto.

“Tess é minha filha. Fui eu quem a trouxe ao mundo.” Kylie encarou a prima com hostilidade. Para ela, qualquer sinal de fraqueza era sinal de derrota. “O que foi? Acha que uma estranha como você entende minha filha melhor do que eu?”

“Estranha?”

Violet murmurou a palavra, quase sem som. Percebeu de imediato o lampejo de raiva nos olhos da prima.

Seu peito se apertou. Qualquer traço de suavidade que ainda restava desapareceu, substituído por um autocontrole frio.

“Você não entende nada da Tess. Mesmo sendo só uma estranha, conheço ela melhor do que jamais irá conhecer, mesmo se intitulando como mãe.”

Violet levantou o queixo com leveza, a frieza que a tornou implacável nos negócios estava preenchendo o ambiente.

“Kylie, não acha que falhou como mãe?”

Os lábios dela se curvaram num sorriso frio, e seus olhos estavam cheios de decepção.

Ela nunca tinha conhecido a garota que Abel mencionou. Mas, no fundo, sabia que Tess não era nada daquilo que Kylie e Henry descreviam.

Isso só a deixava ainda mais curiosa.

O que levaria pais a menosprezarem a própria filha dessa forma?

Os pensamentos de Violet foram até a garota adotada de quem todos falavam, Nadine.

As palavras da mulher atingiram Kylie como um soco no estômago.

“Violet, você não tem o direito de me dizer como criar minha filha!”

Kylie retrucou, prestes a atacar.

Benjamin e Olivia trocaram olhares cansados. Ambos levaram a mão às têmporas, claramente frustrados.

Sempre a mesma coisa...

Tess ficou observando a todos, captando a reação de cada um. Um sentimento estranho se instalou em seu peito. O ar estava pesado, carregado de coisas que ela não compreendia.

Era como se uma névoa tivesse tomado conta do ambiente.

As mãos de Kylie se fecharam com tanta força que os dedos tremiam. Seu corpo inteiro sacudia enquanto ela voltava toda aquela fúria contra Violet.

“Você não vê a Tess há anos. Só conviveu com ela por o quê, dois dias? E agora acha que entende tudo sobre ela?”

Ela cerrou os dentes, com o ressentimento escorrendo por sua voz.

Por quê?

Talvez ela tenha sentido aquele olhar ameaçador, porque se calou imediatamente.

Um silêncio pesado tomou conta do lugar. No fim, foi Tess quem estendeu a mão e segurou o braço de Abel antes que ele reagisse.

Ela lançou um olhar para ele. No instante em que seus olhos se encontraram, a ferocidade no olhar dele se dissolveu em suavidade.

“Kylie”, disse Benjamin, batendo a bengala no chão.

A voz dele trazia peso e decepção: “Você deixou a família Larson há muitos anos. Não há mais nada a dizer. Vim por causa de Tess. Nadine nos contou que você não estava bem e pediu que ela a visitasse. Agora, vendo você com meus próprios olhos, fica claro que ela tinha razão.”

O corpo de Kylie vacilou.

Ela cambaleou e acabou desabando nos braços de Henry, com seu rosto tomado pela incredulidade.

Pelas palavras deles, estava claro. Essas pessoas conviviam com Tess havia apenas alguns dias, mas a defendiam em tudo. E, pior ainda, admitiam abertamente que estavam ali por causa dela.

Ela tinha solicitado a visita deles, não sua filha.

“Olivia, Benjamin”, disse Henry, avançando para segurar Kylie com firmeza. “A saúde da minha esposa não anda bem. Ela está sob muita pressão e isso a faz dizer coisas que não quer. Tess, como filha, você deveria ser mais compreensiva.”

A voz dele era suave, ensaiada, tentando apaziguar a situação. Mas, ao lançar um olhar de canto para Tess, ainda havia ali aquela autoridade fria e distante, como a de um pai repreendendo uma criança.

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