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Grávida e presa, ela voltou para se vingar romance Capítulo 51

Ao lado do homem barrigudo, uma mulher provocante girava uma taça de vinho tinto entre os dedos, os olhos fixos em Charles com uma malícia divertida.

O olhar dela era pesado de tentação, se enroscando nele como uma cobra. A maquiagem carregada deixava seus traços ainda mais marcantes... Olhos que pareciam capazes de cortar osso.

Por algum motivo que ele não soube explicar, o rosto suave e límpido de Tess surgiu em sua mente.

Uma estranha ternura o invadiu.

Mas logo a lembrança se dissolveu e ele se viu de volta naquele confronto tenso com Finn. Ainda podia ver o ódio nos olhos do ex-chefe, como se quisesse despedaçá-lo. E, por trás da culpa, um lampejo de satisfação.

Sem pensar, Charles jogou a cabeça para trás e virou o copo que estava à sua frente. O álcool queimou até o peito, um fogo áspero subindo pelo corpo. Naquele instante, tudo o que ele queria era ir pra casa.

Assim que terminou o primeiro gole, outro copo foi servido e empurrado em sua direção.

Charles deu um sorriso torto, os olhos frios e vazios. “Tá querendo brincar comigo agora?”

“Brinco com quem eu quiser. Vai fazer o quê?”, o homem zombou, levantando o próprio copo e deixando o líquido pingar lentamente sobre o terno caro de Charles, gota por gota.

Então, como se fosse um número de circo, dez copos foram alinhados diante dele, um atrás do outro.

“Hoje você vai virar todos esses. Cada um. Ou nem pense em sair daqui.”

Todos os olhares da sala se voltaram para Charles. Eram olhares ousados, debochados, puro escárnio. Eles não queriam só que ele bebesse. Queriam vê-lo quebrar.

Charles retribuiu o olhar do homem barrigudo e da mulher sedutora com uma frieza cortante.

Por um instante, os dois ficaram tensos.

Afinal, ele não era qualquer advogado... Todos sabiam que já havia cuidado de casos de alto risco. Diziam que foi o braço direito daquele executivo infame antes de ele ir pra prisão.

Eles trocaram um olhar rápido, vacilando.

Mas logo se lembraram... Charles havia rompido com o Grupo Lock. E numa cidade como Aetheris, isso significava não só ser banido do meio jurídico... Mas de toda a cidade.

A confiança voltou, e ambos se endireitaram.

“Sr. Jackman, dizem que você ainda deve uma boa parte daquele acordo pro Grupo Lock”, disse o homem, levantando um dedo. “Mostra um pouco de boa vontade hoje, e talvez a gente até ajude com isso. Que tal?”

“Mas se não...” Ele estreitou os olhos, a voz ficando gelada. “A gente não se importa em ser o último prego no caixão da sua firma.”

A mulher entrou na conversa com um tom doce, quase melado, mas com veneno por baixo. “Sempre admiramos seu talento, Sr. Jackman... Especialmente o Sr. Harold. Ele aprecia gente competente. Teria prazer em ajudar. Mas você, com essa arrogância toda... Que decepção.”

Ela girou a taça de champanhe com indiferença, os olhos brilhando de diversão.

Os cílios de Charles tremeram, e uma sombra escureceu seu rosto.

Sob os olhares zombeteiros à sua volta, seus dedos longos envolveram o copo e ele o virou de uma vez.

A bebida desceu queimando, prendendo-lhe a garganta. A dor era tão forte que ele quase engasgou, os olhos ardendo, prestes a lacrimejar.

Ele nunca foi bom com álcool. Ou talvez, apenas não quisesse se perder na névoa que ele trazia.

Quando começou, Tess era sua chefe. Ninguém ousava forçá-lo a beber, não depois que ela o apresentara dizendo: “Esse é meu irmãozinho.”

Capítulo 51 Fundo da garrafa 1

Capítulo 51 Fundo da garrafa 2

Capítulo 51 Fundo da garrafa 3

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