Os investigadores que estavam por perto rapidamente abriram caminho.
Tess seguiu de perto atrás de Finn.
As imagens na tela eram exatamente como Zane havia descrito: escuras e embaçadas. Embora o momento em que Layla foi levada tivesse sido registrado, a qualidade era tão ruim que não dava para distinguir o rosto do sequestrador.
Quando o vídeo terminou, um silêncio pesado tomou conta da sala.
O coração de Tess afundou. Ela fixou o olhar no último quadro congelado, se recusando a desistir, até que, de repente, seus olhos se estreitaram.
“Espera!”
A voz dela cortou o silêncio, atraindo a atenção de todos.
Finn se virou para ela. Tess praticamente se debruçava sobre a mesa, os olhos brilhando de urgência.
“Aqui, essa parte. Clareia a imagem e volta um pouco.” Ela apontou para um ponto no vídeo, a voz carregada de esperança.
O técnico, confuso, olhou para Zane em busca de aprovação.
Ele assentiu, e o homem começou a ajustar a filmagem imediatamente.
Das sombras, surgiu um pequeno brilho.
“Amplia”, disse Tess, a voz trêmula.
O técnico, agora entendendo o que ela havia visto, nem esperou mais ordens e aprimorou a imagem rapidamente.
Finn se inclinou ao lado dela, apertando os olhos.
“Uma placa!” Tess ficou sem ar, o dedo tremendo ao apontar para a tela.
“Rastreia essa placa! Descobre em nome de quem está registrada!”
A voz dela se quebrou de emoção.
Finn ordenou: “Vão.”
Os investigadores saíram apressados para iniciar a busca.
Enquanto esperavam, o peito de Tess subia e descia com força. Ela respirava com dificuldade, o corpo inteiro tenso.
Logo, alguém voltou.
“Sr. Lock, é uma placa temporária.”
Tess quase desabou. Os joelhos fraquejaram, e Finn a segurou a tempo.
O toque dele era firme, mas quente. E, naquele instante, Tess não conseguiu mais conter-se. Desabou completamente, chorando sem controle.
Os soluços eram intensos, tão cheios de dor que pareciam atravessar a alma de quem ouvia.
O peito de Finn se apertou com o som.
“Tess...”, murmurou ele, apertando um pouco mais os ombros dela.
Ela mordeu o lábio com força, tentando abafar o choro, mas as lágrimas continuavam a cair.
“Mesmo uma placa temporária pode ser rastreada”, disse ela, entre os dentes cerrados. “Descubram quem registrou.”
Finn assentiu com firmeza, a voz fria e autoritária. “Façam isso.”
A equipe saiu novamente às pressas.

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