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Grávida e presa, ela voltou para se vingar romance Capítulo 83

Nadine surgiu das sombras, os olhos vermelhos e injetados de raiva.

Por que a Tess está saindo da Mansão Evermount tão cedo assim?

Suas mãos se fecharam com força na barra do vestido enquanto ela tirava o celular da bolsa.

A ligação foi atendida quase de imediato.

“Por que a Tess passou a noite na Mansão Evermount?”, ela disparou.

Houve uma pausa antes que a risada fria de Max ecoasse do outro lado da linha. “Nadine? Agora está me questionando?”

A voz dele era gelada, e um arrepio percorreu a espinha dela.

Percebendo o erro, Nadine ficou em silêncio na hora. Um suor frio escorreu por suas costas.

Num surto de raiva, ela havia esquecido com quem estava lidando... Um homem impiedoso.

O coração dela batia descompassado, acelerado. Respirou fundo e se obrigou a manter a calma. “A Tess foi pra Mansão Evermount. Você me mandou espalhar aquele boato pra afastá-la. Então por que ela voltou?”

Ela se esforçava para soar serena.

O tom de Max demonstrava clara irritação. “Talvez você devesse perguntar isso ao Sr. Lock.”

Ele soltou um resmungo.

Nadine ficou atônita.

O que ele quis dizer com isso?

Foi o Finn quem chamou a Tess de volta?

A constatação atingiu-a como um raio, e uma onda de pavor subiu por sua espinha.

Seus dedos tremiam. “O que quer dizer com isso?”

Max nem se deu ao trabalho de responder. Apenas jogou o celular para o assistente e fez um gesto para que ele explicasse o que havia acontecido na noite anterior.

Quando o assistente contou que Finn tinha ido pessoalmente até o Grupo Hunt, tarde da noite, para buscar a criança, a mão de Nadine se contraiu involuntariamente.

Suas unhas afiadas rasgaram o tecido do vestido caro.

A respiração dela ficou curta, ofegante.

“Nadine...” A voz de Max voltou à linha, carregada de sarcasmo: “A Tess passou um ano na prisão, e mesmo assim você não conseguiu conquistar o Finn?”

O rosto dela ficou corado de vergonha, mas não teve forças para responder.

Era verdade... Desde que Tess foi presa, Finn a tratava bem, mas apenas como um chefe que aprecia uma funcionária competente.

Sempre que ela tentava se aproximar, aquele homem frio e distante a afastava, lembrando-a do seu lugar.

Por causa disso, ela nunca sequer roubou um beijo dele, muito menos algo além disso.

“Por quê? O Finn sabe que a criança não é dele, certo? Se o bebê não é dele, por que ele iria tão longe assim?”

Nadine estava tomada por ressentimento e incredulidade.

Max não tinha intenção de responder.

Seu rosto ficou sério. “Já fiz mais do que o suficiente para te ajudar. Você é realmente inútil.”

Nadine não passa de um rostinho bonito que se aproveitou do trabalho da Tess.

Sem o meu apoio, ela não é nada. E agora acha que pode se voltar contra mim?

Tess assentiu e respondeu com educação: “Sim, sou eu.”

Edith abriu um sorriso ainda maior.

“Sinta-se em casa, querida. Se precisar de qualquer coisa, é só me chamar.”

Tess sentiu o coração se aliviar um pouco.

“Este é o seu lugar!”, disse Edith, entusiasmada ao abrir a porta.

Tess espiou o interior e piscou, surpresa.

Ela havia alugado o imóvel por um mês. O local era excelente, perto de uma loja de conveniência 24 horas, uma farmácia e com fácil acesso ao transporte público.

O mais importante: o prédio tinha segurança de primeira, com guardas de plantão o tempo todo e rondas noturnas regulares.

Ela esperava um quarto pequeno e simples. Mas o que encontrou foi bem mais do que isso.

O ambiente era aconchegante e lindamente decorado. As paredes tinham recortes de papel colorido, e um tapete macio e luxuoso cobria o chão.

Apesar do preço acessível, o espaço era surpreendentemente amplo. Havia dois quartos com cortinas de voil, um pequeno escritório e até uma sala de brinquedos já montada para uma criança.

Um berço confortável estava pronto em um dos quartos.

Tess parou, espantada. Depois virou-se para Edith com os olhos arregalados. “Tem certeza de que este é o lugar certo?”

Só para ter certeza, ela repetiu seu nome, suas informações de contato e o tipo de quarto que havia reservado.

Edith riu e puxou a mala para dentro. “Não se preocupe, querida. Há várias unidades vazias por aqui e no momento em que vi você, senti uma conexão imediata...”

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