Nadine rosnou entre os dentes, tomada pela frustração.
Tiffany se aproximou na ponta dos pés, os olhos brilhando de malícia.
“Seus planos anteriores foram um pouco... Intensos. Já que ela estragou o seu dia, por que não dar um pequeno troco?”
Falava em um tom baixo e misterioso.
Nadine franziu a testa, confusa. “Como assim?”
Tiffany se inclinou e sussurrou um plano em seu ouvido.
Um sorriso perverso se espalhou lentamente pelo rosto de Nadine, seus olhos faiscando de maldade. “Você é uma diabinha astuta.”
Apesar das palavras duras, o olhar dela revelava aprovação genuína.
“Não é nada grave, só um sustinho pra colocá-la no lugar dela. No máximo, pode levar uma multa e ninguém vai conseguir ligar isso a você.”
Tiffany sorriu e começou a massagear os ombros de Nadine num gesto de bajulação.
Ela sorriu, satisfeita.
“Um susto, é? Bem, um adulto aguenta isso. Mas ela está com uma criança...”
Agora sim a ideia parecia mais interessante. E bem menos inofensiva.
....
Do outro lado da cidade, Tess sentiu de repente um calor estranho subir-lhe às orelhas.
Coçou-as, com uma expressão curiosa.
Alguém deve estar falando mal de mim por aí.
Nesse momento, Layla começou a se remexer e a resmungar em seus braços.
Tinha acabado de terminar a mamadeira e agora estava cheia de energia e curiosidade, balançando os bracinhos no ar e puxando os dedos de Tess de forma brincalhona.
Foi então que Edith se aproximou, enxugando o suor da testa.
Os olhos de Tess se iluminaram. “Terminou o trabalho?”
“Isso mesmo”, respondeu Edith, animada. “O tempo anda ótimo... Perfeito pra época de locação. Esse bairro tem uma localização excelente, e muita gente jovem anda vindo dar uma olhada. A maioria dos apartamentos já foi alugada.”
Tess assentiu, fingindo entender, e estendeu um lenço a ela.
Edith riu e o pegou com um sorriso, o olhar ficando ainda mais acolhedor. Em seguida, virou-se para Layla, que continuava agitada.
“A pequena é bem espertinha, hein?”
Ela se inclinou e depois riu com ar experiente. “Bebês dessa idade são assim mesmo, cheios de energia. Ela deve estar entediada. Tem um parque ótimo aqui perto... Muitas mães vão pra lá com os filhos. Você devia levá-la um dia. Pode até conhecer outras mães e trocar dicas sobre criação.”
Tess não pôde deixar de sorrir também. Mas o olhar dela vacilou um pouco, e por um instante, seu pensamento se perdeu.
Momentos assim são tão calmos, tão cheios de calor humano.
Se a vovó ainda estivesse viva, será que mimaria a Layla assim também?
“Ei? Querida?”
Edith acenou na frente dela.
Tess piscou, voltando à realidade, e respondeu com um sorriso suave. “Não é nada. É que você me lembrou alguém muito querida pra mim.”
Edith percebeu o leve tom emocionado nos olhos dela e suspirou. “Então, a partir de agora, pode me considerar da família, tá bem?” Pausou um instante, como se se lembrasse de algo, e acrescentou: “Ah, sim... Esse bairro fica bem ao lado de uma área de mansões de luxo. O parque lá é praticamente o quintal deles, então alguns desses ricos podem ser meio arrogantes. Só toma cuidado quando for com a Layla.”
Tess piscou, um pouco surpresa. A empolgação diminuiu ligeiramente, mas quando olhou para sua filha, que a encarava com os olhos brilhantes e cheios de expectativa, o coração dela se derreteu. No fim, decidiu que podiam sim dar um passeio.
Depois de conversarem mais um pouco, Edith foi chamada por um novo inquilino. Antes de sair, apontou a direção do parque.
Tess não se preocupou. Afinal, Finn já tinha colocado pessoas por perto para garantir discretamente a segurança dela.
Seguindo as instruções de Edith, ela chegou ao parque sem dificuldades. Ao se aproximar da entrada, ouviu o som suave de conversas e o rangido ritmado das rodinhas de carrinhos de bebê.
Passou por um pequeno arbusto, e a luz dourada do sol filtrou-se pelas árvores. Tess semicerrou os olhos diante do brilho, sentindo uma paz tranquila tomar conta do coração.

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