A beleza de Tess chamou imediatamente a atenção das mães que conversavam ali por perto. Uma delas, com o próprio bebê nos braços, puxou assunto com simpatia.
“Oi! Também veio tomar um ar fresco com a sua pequena?”
A mulher tinha um sorriso encantador e traços elegantes.
Por algum motivo, Tess sentiu uma estranha sensação de calor e familiaridade. Respondeu com um sorriso educado. “Sim, ela ficou tempo demais presa dentro de casa. Achei que um pouco de sol faria bem.”
Ao ouvir isso, a mulher se inclinou para espiar o carrinho.
Layla a olhou de volta com olhos bem abertos, e o olhar da mulher imediatamente se suavizou.
“Ela é uma graça”, elogiou, encantada. Depois balançou o menininho em seus braços e se aproximou mais. “Você deve morar por aqui também, né? Olha só o meu garotão... Vai ser um conquistador quando crescer. Que tal a gente já combinar um noivado? Você e eu parecemos destinadas a nos conhecer.”
Ela terminou a frase com uma piscadela, num tom brincalhão típico de quem faz uma proposta ousada.
Tess deu uma risadinha sem graça, sem saber bem o que dizer. “Na verdade, estou hospedada numa pousada aqui perto e... Ela ainda é bem pequenininha. Acho melhor deixar esse tipo de decisão pra ela.”
“Tá certo então.”
A mulher suspirou em fingida decepção.
Foi quando uma voz masculina, preguiçosa e provocante, soou por trás delas.
“Acha mesmo que ele vai ter dificuldade pra arrumar uma esposa?”
Tess virou-se instintivamente. Já a mulher, nem se deu ao trabalho de olhar pra trás. Tossiu de leve e retrucou: “O quê? Veio até Aetheris só pra me irritar?”
O homem deu de ombros. “Essa já é a quinta mãe com quem você tenta arranjar casamento pro seu filho esse mês.”
Com a chegada de um terceiro na conversa, Tess, claramente uma estranha ali, sentiu o clima desconfortável e já se preparava pra se despedir educadamente, quando uma sombra alta se projetou sobre ela.
“Mas tenho que admitir”, o homem falou com um sorriso de canto: “Dessa vez você finalmente mostrou bom gosto.”
O jovem estava com as mãos enfiadas nos bolsos, o cabelo levemente bagunçado, criando sombras sobre os olhos. Havia nele um ar relaxado, mas carregado daquela confiança típica de quem nasceu no luxo.
Tess franziu levemente a testa com o comentário, o instinto já gritando pra ela ir embora dali.
“Com licença”, disse, com um sorriso educado. “Vou dar uma volta com a bebê.”
O tom gentil fez o homem baixar o olhar quase sem pensar.
No instante em que seus olhos encontraram os dela, ele parou.
Abel Shaw ficou imóvel, os olhos se estreitando em puro espanto.
O olhar dele percorreu o rosto dela, e seus traços familiares o atingiram como um raio.
Lucille Fletcher, percebendo a expressão estranha do primo distante, o olhou desconfiada. “O que foi? Pisou em um prego?”
Abel não respondeu. Ignorando completamente as boas maneiras, estendeu o braço de repente e segurou o pulso de Tess, como se temesse que ela desaparecesse se a soltasse.
“É você.”

O que está acontecendo?
Que tipo de mulher conseguiria fazê-lo perder o controle assim?

O quê?
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