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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 306

Adrian

O rei Lucien fazia um discurso sobre amor e amizade. As fêmeas estavam com os olhos marejados, enquanto taças eram erguidas sob a luz suave das tochas e os aromas de flores que preenchiam o salão. Quem observasse com atenção veria meu pai e Atenor se contendo para não se emocionarem também, embora seus sorrisos estivessem se insinuando.

Minha fêmea estava deslumbrante em um vestido azul e as jóias de Luna, assim como todas as fêmeas na primeira fileira. Tecidos finos refletiam a luz dourada do salão, joias cintilavam em cada movimento e risadas suaves se misturavam à música dos harpistas trazidos de Arcádia ao fundo. Ela havia organizado a união da minha mãe como um casamento humano, com direito a danças, votos e bênçãos públicas, e nenhuma delas teve coragem de sugerir outra orgia. Pelo menos, não na frente dela.

Mas eu sabia… tinham preparado algo na floresta.

Subi para conferir o quarto dos filhotes. Mesmo com servas, ainda sentia essa necessidade constante de verificar tudo.

— Felipe também não conseguiu se separar deles? — perguntei.

— Eu não canso de olhar para eles. Olha essas mãozinhas perfeitas.

Aquiles já passava para pegar Ragnar que esticava os bracinhos, pedindo colo, enquanto ele pegava uma das pequenas nos braços.

As servas nos observavam com certa desconfiança. Na verdade eles eram tão parecidos que só a família sabia quem é quem só de olhar.

— Vamos? — sugeri. — Ania trouxe aquele vinho élfico… e, dessa vez, quero dar à minha fêmea.

Voltamos para a mesa, fiquei observando meus pais. Eles tinham um brilho no rosto que eu nunca tinha visto antes.

As fêmeas dançavam, e — que a deusa me perdoe — Vanessa já estava recrutando novas sócias para a boate. Liliane continuava sendo elogiada; toda a comida servida havia sido preparada por seus funcionários ômegas.

Artemísia acabou de dançar e veio até nós, radiante.

— Eu quero um pouco desse vinho élfico! — disse, vibrando de felicidade.

Aurin chegou logo depois, trazendo Jamile, corada. O cheiro no ar denunciava exatamente o que os dois estavam aprontando.

— Desculpem o atraso. Tivemos alguns partos hoje, não dava para deixar a outra médica sozinha.

— Minha fêmea é modesta. Quase não sai daquele hospital… parece que só tem grávidas lá. Todos os dias tem alguém dando à luz. Já estou até pensando em nos mudar para lá com a nossa filha.

Jamile ficou vermelha.

— Aurin!

— Eu não estou reclamando, Luna. Aliás, já lancei uma tese nova sobre as ômegas douradas. E vou ser a primeira quando houver a divulgação da cidade pelo rei Lucien.

— As leis que as protegem já estão para entrar em vigor. Tudo está sendo arranjado com cuidado pelo rei — Artemísia explicou.

— Garras de Gelo está crescendo a olhos vistos — comentei. — Um brinde a isso… e ao nosso irmãozinho.

Brindamos.

Liliane se sentou ao lado de Aquiles, enquanto Vanessa não perdeu tempo e veio direto para o meu colo.

— Consegui cinco novas sócias.

Suspirei.

— Vanessa… eu vou acabar morto na estrada pelos machos delas.

Ela sorriu, confiante.

— Você é um Supremo. Eles não conseguiriam, meu amor. Você é maior e mais forte que eles.

Ela me beijou, e o cheiro da sua excitação já tomava o ar.

Sem pensar duas vezes, a peguei no colo e segui em direção ao nosso quarto.

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