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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 120

As paredes da mansão pareciam mais frias naquela noite. Gael dormia, finalmente, depois de horas inquieto. Eu mal tinha conseguido descansar. Não era apenas o pós-parto. Era o ar. A sensação de que alguma coisa estava prestes a desmoronar.

Damon entrou no quarto com o semblante carregado. Tinha aquele olhar que só usava quando algo sério acontecia — e ele tentava esconder de mim.

“Fecha a porta”, pedi, antes mesmo que ele dissesse uma palavra.

Ele fechou. E então, caminhou até mim em silêncio. Sentei-me na poltrona, aninhando Gael ao peito. Damon agachou-se diante de mim, os olhos nos meus.

“Há algo que você precisa saber”, começou. “E eu não queria te envolver agora, mas... não tenho escolha.”

Meu corpo se enrijeceu.

“O que aconteceu?”

“Eu investiguei por conta própria nos últimos dias. Tive que ser discreto. Nada de alarme.”

Respirei fundo.

“E?”

“Tem aliados de Richard... aqui dentro da alcateia.”

Fiquei em silêncio. Sabia que esse dia chegaria. Mas ouvi-lo da boca dele foi como levar um soco.

“Você tem certeza?”

Damon assentiu.

“Victor também notou. O comportamento de Gunnar — um dos lobos mais velhos — mudou. Ele estava ausente durante o ataque, com desculpas inconsistentes. E pior… ele tem contatos humanos. Alguns sem explicação.”

“Gunnar?!” sussurrei, sentindo um frio na espinha. “Ele era do círculo de confiança do seu pai…”

“Pois é”, ele disse. “E se alguém da velha guarda está envolvido com Richard, isso significa que não é só um jogo político. É guerra interna.”

Olhei para o nosso filho. Dormia sereno, alheio a tudo. Mas meu coração doía só de imaginar o que poderia acontecer se essa rede se alastrasse.

“E agora?” perguntei.

“Agora… temos que agir com inteligência. Não podemos acusar sem provas. Não podemos errar.”

“E Ava?” perguntei, lembrando dela de repente. “Ela ainda está com o pai.”

Damon hesitou. Eu conhecia aquele silêncio.

“O que foi?” pressionei.

“Ela conseguiu uma prova contra Richard. Algo forte. Dispositivos, gravações, documentos… Mas ele desconfiou. Descobriu que ela estava a mexer onde não devia.”

Senti o sangue sumir do rosto.

“E...?”

“Richard ameaçou a mãe dela. Disse que se algo vazar… ela será a primeira a pagar.”

Tapei a boca com a mão. Meus olhos se encheram de lágrimas.

“Ele vai mesmo fazer isso...”

“Sim”, respondeu. “E por isso… temos que agir antes que ele o faça.”

Olhei para ele. Para o homem que era meu alfa, meu parceiro, o pai do meu filho. A raiva e o medo ardiam juntos no fundo dos olhos dele. Mas havia mais: determinação.

120. A traição e o plano 1

120. A traição e o plano 2

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