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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 2

Ali estava eu.

Sozinha. Com uma mochila nas costas,e uma mala na mão as esperanças em frangalhos e o céu ameaçando desabar.

O carro da agência me deixara na entrada de uma propriedade imensa, cercada por árvores antigas e uma atmosfera pesada. A mansão surgiu depois de uma curva: de pedra escura, janelas enormes e um silêncio sufocante.

Bati na porta, hesitante.

Ela se abriu parcialmente, revelando uma mulher de feições duras, cabelos presos em um coque rígido e um olhar sem nenhum traço de empatia.

"Caroline Hart?"

"Sim."

"Está atrasada. O Sr. Thorn detesta atrasos."

"É que a viagem..."

"Pouco importa." Ela abriu a porta por completo. "Café às sete. Almoço ao meio-dia. Jantar às sete em ponto. Você não entra nos corredores principais, e evite fazer barulho. O Sr. Thorn tem sono leve. E paciência mais leve ainda."

"Entendi."engoli o seco."

"Seu quarto é no chalé dos fundos. A chave está aqui. Torça para conseguir passar da primeira semana."

Peguei a chave com dedos trêmulos.

Minha cabeça latejava, e o cansaço se misturava com a raiva e a vergonha.

Eu precisava trabalhar. Me esconder. Recomeçar.

Me troquei, lavei o rosto e fui direto para a cozinha. A mulher de antes, Daiana, como ouvi alguém chamá-la,me entregou os ingredientes sem cerimônia.

Preparei um medalhão ao ponto, com purê de batata e legumes salteados.

Na bandeja, enviei o prato. Alguns minutos depois…

"Que tipo de lixo seco é esse?!"

A voz de homem ecoou pela mansão. Grave. Cortante.

Meu estômago revirou.

No jantar, tentei algo mais sofisticado.

Cordeiro ao vinho tinto. Redução de alecrim. Técnica impecável. Apresentação de revista.

"Seco e pretensioso. Se quiser servir esse tipo de coisa, volte para os programas de culinária da TV."

Na manhã seguinte, Daiana entrou na cozinha com um suspiro de exaustão.

"Última tentativa, Caroline. Ele nunca deixa passar a terceira."

Esperei que todos saíssem. E então observei.

A despensa estava abarrotada de carne crua. Cortes robustos. Gordurosos.

Poucas ervas. Nada delicado.

Foi aí que entendi.

Ele não queria fine dining. Ele queria carne. Sangue. Instinto.

Escolhi um contrafilé grosso, selei na manteiga com alho e pimenta-do-reino esmagada. Por fora, dourado. Por dentro… vermelho. Suculento. Quase cru.

Ninguém quis subir com o prato.

"Você fez. Você leva", disse Daiana, jogando um pano sobre o ombro.

Respirei fundo, segurei a bandeja com as duas mãos e caminhei até o andar de cima.

O corredor parecia ainda mais sombrio. As paredes apertavam.

Parei em frente à porta dele. Bati.

Silêncio.

Girei a maçaneta devagar. A porta rangeu.

Entrei.

O quarto era amplo, com móveis antigos, cortinas pesadas e cheiro de terra e madeira. A lareira ainda acesa lançava sombras vermelhas sobre o chão.

Coloquei a bandeja sobre a mesa e me virei para sair.

Foi quando vi.

Parado, junto à lareira.

Um lobo.

Imenso. Cinzento. Olhos... azuis.

Me encarando. Feroz e calmo ao mesmo tempo.

Meu coração disparou.

Um cheiro forte e amadeirado.

Quando ergui os olhos…

Ele.

Aquele homem. MAS QUE PORRA É ESSA.

O mesmo dos olhos azuis, do beijo confuso e quente da noite anterior.

"VOCÊ?!" disparei, antes mesmo de pensar.

Ele arqueou a sobrancelha, divertido."Você de novo? Está me seguindo, é isso?"

"Eu te beijei uma vez e me tornei o escândalo nacional. Última coisa que quero é te ver outra vez."

Ele sorriu com desdém.

"Eu moro e mando nessa cidade. Estava em Nova York a negócios. Você é quem está me seguindo, humana."

Minha garganta secou.

Alguma coisa naquele homem… não era normal. Ele não era só irritante, ele era assustadoramente intenso. Como se carregasse um segredo que ninguém mais sabia.

Eu engoli o whisky de uma vez só, tentando ignorar o arrepio na espinha.

Mas, em vez disso, segurei a gola da jaqueta dele e o beijei. De novo.

Foi instintivo. Eu estava tendo dias horríveis, e um erro a mais não iria me custar tanta coisa assim. Me atracar com um homem lindo não era tão ruim.

As mãos dele apertaram minha cintura, me puxando contra seu corpo quente. O beijo foi firme, intenso e viciante.

Quando recuei para respirar, meus lábios estavam formigando.

Ele sorriu, satisfeito.

"Isso responde à minha pergunta. Você está me seguindo."

Minha mente gritava para eu sair dali. Mas meu corpo? Queria mais.

Ele então me puxou pela mão dando acesso a uma saída pelos fundos do bar.

"Vamos sair daqui."ele sussurrou."

Eu não exitei, apenas o segui e entramos em seu carro.

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