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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 19

Damon Thorn

Minha mão fechava a porta enquanto segurava a humana com a outra.

Caroline.

O nome dela pulsava dentro de mim como um segundo coração.

O cheiro dela — doce, quente, um pouco salgado pela ansiedade — me envolvia inteiro.

Era um cheiro perigoso.

Um cheiro que fazia o meu lobo se agitar sob a pele, impaciente, faminto.

Eu a encostei contra a porta, sentindo o corpo dela colado ao meu.

Pequena.

Frágil.

Mas havia uma força nela que me chamava.

Nossos lábios se encontraram de novo, e eu perdi o resto do controle que ainda fingia ter.

Beijei o canto inferior da sua boca primeiro, até deslizar a língua com calma, sem pressa, mas com uma urgência latente.

Ela respondeu na mesma moeda.

Sem hesitação.

Sem medo.

Minhas mãos deslizaram pelas curvas dela, traçando um mapa que eu já sabia que jamais esqueceria.

Pele quente.

Coração acelerado.

Mãos pequenas agarrando minha camisa, como se eu fosse sua única âncora no meio do caos.

E talvez eu fosse.

Talvez ela também fosse a minha.

Peguei-a no colo com facilidade e a levei até a cama.

Deitei-a ali, como algo precioso — e perigoso.

Algo que podia me destruir se eu não tomasse cuidado.

Ela me olhou de baixo, os olhos brilhando, a respiração descompassada.

"Damon..." ela sussurrou, os dedos deslizando nervosos pela gola da minha camisa.

"Shh..."

Meu dedo indicador tocou seus lábios com suavidade.

"Não diz nada."

Eu me apoiei sobre ela, o peso do meu corpo bloqueando o mundo, deixando só nós dois ali.

Por um momento, só olhei para ela.

Linda.

Humana.

Frágil.

Mas, de algum jeito, também mais forte do que qualquer fera que eu já enfrentei.

Toquei seu rosto, traçando a linha do queixo, da mandíbula, a curva da boca que eu já estava viciado em provar.

O lobo dentro de mim rugia.

Marque-a. Reivindique-a. Faça dela sua.

Fechei os olhos, lutando contra o instinto.

"Se eu machucar você… "murmurei, a voz falha, rouca.

"Você não vai," ela respondeu sem hesitar segurando em meus cabelos."

A firmeza na voz dela me quebrou.

Não tinha mais volta.

Inclinei-me para beijá-la de novo, dessa vez mais devagar, explorando cada suspiro, cada tremor da pele dela sob a minha.

Cada gemido dela era gasolina no fogo que queimava dentro de mim.

Movi-me com cuidado, lutando contra o instinto de ser mais bruto, mais lobo.

Eu não queria assustá-la.

Queria que ela sentisse prazer.

Queria que ela me quisesse tanto quanto eu a queria.

"Caroline..." gemi seu nome entre beijos e mordidas suaves.

Ela prendeu as pernas ao redor da minha cintura, puxando-me mais fundo, entregando-se sem reservas.

O lobo em mim rugia em aprovação, mas eu lutei para manter o controle.

Movimentos ritmados, crescendo em intensidade, até que não houvesse mais diferença entre ela e eu.

Quando ela se desfez nos meus braços, o corpo tremendo, o nome que escapou dos seus lábios foi o meu.

E eu a segui logo depois, enterrando o rosto em seu pescoço, inalando o cheiro que agora era parte de mim.

Não disse nada.

Não precisava.

Ela sabia.

Eu sabia.

O lobo sabia.

Ela era o erro que eu escolheria cometer, quantas vezes fosse necessário.

***

Horas depois, ela dormia enrolada no meu peito, o corpo quente e saciado.

Eu acariciava seus cabelos, sem sono, perdido em pensamentos.

Sabia que aquela noite mudava tudo.

Mesmo que eu soubesse que aquilo era um erro, eu não importava. Não naquele momento.

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