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Meu noivo Morreu e me deixou para o Inimigo romance Capítulo 285

Capítulo 285 – Agora eu vou ser…

Brandon

Dias se passaram do ocorrido entre Alessa e Paola. Hoje, ela está se aceitando melhor. Ela entendeu o peso de tirar uma vida, mas também sentiu o gosto saboroso da vingança.

Minha mulher e Enzo também se entenderam. Eles conversaram, Enzo pediu perdão, e mia ragazza aceitou. Faz uma semana que ela vem passando mal, e nós dois nunca nos cuidamos. Mas como ela tinha o costume de tomar remédio, isso nunca me preocupou. O problema é que só hoje ela me contou que, com a confusão que é nossa vida, ela raramente se lembrava de tomar.

E agora estamos aqui na dúvida: se teremos ou não um mini Anderson Mancini correndo por aqui.

— Eu tô com medo… — Ela disse, encarando o tal teste.

— Medo do que, baby?

— De estar, e de não estar também — Eu ri das palavras dela.

— Amor, você precisa se decidir.

— O que você quer? — Ela me perguntou com expectativa. Me aproximei dela, envolvendo meus braços por sua cintura e colando seu corpo ao meu.

— O que vier — Dei um beijo em seu pescoço. — Se estiver grávida, vou ser um cretino feliz, e se não estiver, vou ser também. Porque vou ter como missão praticar muito mais para acertar — Pisquei para ela.

— Amor, é sério! — Alessa retrucou.

Segurei seu rosto entre minhas mãos e a beijei. Não foi nada faminto, foi um beijo leve, uma forma de tentar tranquilizá-la.

— Tô falando sério, amor. Você já é minha esposa, agora só falta o filhote e a casa azul com cercas brancas.

— Brandon! — Chamou minha atenção, me dando um tapa no peito. — Não chame meu bebê de filhote, ele não é um cachorro!

— Hum… então realmente temos um bebê aí? — perguntei de forma provocativa.

— É estranho, mas as meninas, as três, disseram a mesma coisa: que no fundo, antes mesmo de fazerem os testes, elas já sabiam.

— E é isso que você sente? Que está? — perguntei, colocando a mão na barriga dela.

— Talvez… tudo isso é muito novo para mim. Essa coisa de família, de ser aceita como é, e de ter filhos por amor. Na maioria das vezes na Cosa Nostra, os casamentos são arranjados e os filhos, uma obrigação. Nos tornamos mais procriadores do que pais.

Ouvi-la dizer essas palavras mexeu comigo. Minha mulher, mesmo fingindo que não doía, sofreu muito por todos esses anos, tentando se provar, com a certeza de que ninguém se aproximava por ela, e sim por quem ela era. Assim como a certeza de que nunca teria um casamento feliz, por amor.

— Meu amor, também é novo para mim. Eu me perdi da minha família ao longo dos anos, e, para ser sincero, nunca acreditei que teria filhos com a Evie.

Desci meus lábios até os dela, em um beijo rápido. Qaundo terminei, ela se virou para olhar o teste que estava na pia do banheiro.

— Eu nunca fiz um teste.

— É só lermos as instruções — respondi.

— Será que se importaria de eu fazer isso com as meninas?

Franzi a testa para ela.

— Por que? Gostaria de participar disso com você.

— Eu sei, amor, mas… — Alessa parou de falar.

— Vamos lá, baby. Fala para mim o que está passando nessa sua cabecinha.

— Eu ainda não sei qual vai ser minha reação quando ver o resultado, seja positivo ou negativo. Prefiro organizar a minha cabeça depois que descobrir, e aí te contar.

Suspirei, não era o que eu queria. Mas eu entendia o que ela estava dizendo. Eu via nos olhos da Alessa que estar grávida era exatamente o que ela queria. Só que não ia admitir, e caso não estivesse, ela queria tempo para sofrer antes de me contar. Achando que isso me decepcionaria, quando, na verdade, a decepção seria dela.

— Tudo bem, eu vou esperar na sala. Chama as meninas, faz esse teste e me avisa assim que tiver o resultado.

Ela me puxou para um beijo, sem aviso, e cara, foi delicioso. A língua dela invadiu minha boca com urgência. A peguei pela cintura e a coloquei em cima da pia.

— Amor… — Ela disse com os lábios ainda nos meus. — Não podemos fazer isso antes do teste.

— Fazer o quê? Dar uns amassos gostosos? — Alessa riu, ainda colada a mim.

Ela nos separou e me olhou com seus olhos cinzas, maravilhosos e hipnotizantes.

— Até queria fazer isso, mas como conheço minha mulher… Achei melhor amaciá-la antes de contar. O problema é que ela é esperta demais.

— Espero que ela não conte a Aline antes de mim — Tom disse.

— Cara, minha marrenta vai me matar quando descobrir — Jack disse, frustrado.

— Rosario, vai me esfolar vivo por ir viajar e deixá-la aqui grávida — Ben disse, passando a mão pelo cabelo.

— Eu nem sei como vou contar a Alessa. — eu disse a eles.

E antes de continuar nossa conversa, ouvimos aquele batalhão de mulheres entrando. Bom, agora era um verdadeiro batalhão, pois tivemos duas novas adições: Sara e Catharina.

Levantei do sofá e olhei para Alessa com expectativa. Ela veio caminhando até mim, com o teste nas mãos. Vi seus olhos brilharem, e ela nem precisou me dizer nada.

— É sério? — perguntei, me aproximando dela. Ela balançou a cabeça em um “sim”. Puxei minha mulher para mim e a beijei. Senti as lágrimas dela em meu rosto, e não sei por que, eu também comecei a chorar. Ainda com os lábios nos dela, murmurei:

— Te amo, baby.

— Eu também, amor… — Ela me respondeu.

Quando me separei dela, virei para meus irmãos.

— EU VOU SER PAI, PORRA! — Eles vieram até mim e nos abraçamos, cabeças grudadas, punhos encostados.

Agora, sim, eu sentia que Deus aceitou minha redenção.

Conquistei de volta minha família. Recebi o perdão dos meus irmãos. Me casei com a mulher da minha vida, e agora…

“Agora eu vou ser pai, porra!”

*************

Vamos amaciar as mulheres dos meus Rangers antes deles viajarem.

E claro, amaciar as "mie adorabili lettrici" antes do caos.

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